sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

À musa esquecida


Por que compará-la a beleza das flores,
Se esta mesma beleza é efêmera?
Por que compará-la a beleza de uma tela,
Se a mesma é criticada?

Por que compará-la a uma obra de arte,
Se a mesma pode ser roubada?
Se a mesma pode ser trancafiada?
Se a mesma pode ser rotulada?
Se a mesma pode ser mal lembrada?
Ou até esquecida...

Então não te comparo a coisa alguma;
Pois sua beleza é passível de admiração,
É passível de paixão,
E num êxtase insano, até louvor!

Que trazes em teu olhar?
Que escondes nesses belos olhos?
Que significa,
Que simboliza teu sorriso?

Por que compará-la em prosa e verso,
Quando o correto é apenas admira-la?
Mas se nestas linhas me pedes algo,
Algo para equipará-la,
Ofereço-te um espelho,
Que vazio é nada...

Porém, o teu reflexo é tudo o que posso dar,
Única forma de tua beleza comparar!

Não há outra igual
Igual nunca há.
Nem precisa haver...

Cada beleza, agora sim,
É como o sopro da primavera,
Logo, menina-moça, menina-mulher,
Que queres que eu te diga,
Se não consigo falar?

Admirar me basta,
Não sei te pintar em cores,
Nem te ofereço presentes e flores,
Todavia, te eternizo nessas palavras.

São poucas e sem amarras
Que seja o que valha
Por que compará-la a sombra dos amores?
Por quê? Por que indagar?
Menina-moça, Menina-mulher,
Guardo teu sorriso,
Ilumina-me teu olhar,

Em teu corpo esguio repousa o que és:
Menina, moça, linda e bela mulher...

07/05/07
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