quarta-feira, 17 de junho de 2009

Meu Corpo, Teu Porto

Meu Corpo, Teu Porto

Isolda Nunes

Ainda sinto todas as vibrações, emoções e prazer que

despertastes em mim quando resolvestes

ancorar em meu corpo.

Ardo febril,

Suo...

Umedeço...

Chegastes do teu porto chamado amor

e ancoraste no meu chamado, todo teu.

E no meu, perdeste o controle, ficastes à deriva.

Sem receio da tua estatura e peso, suportei com uma leveza chamada tesão.

Caí em teus braços e nos teus laços, embriaguei-me com o teu cheiro, inconfundível e único, azarro, misturado ao meu chamado cio.

Me fizestes delirar com voz rouca e tremula no teu ouvido te chamando de Meu Homem.

Teu olhar de satisfação naquele momento foi como mágica e eu me entreguei como um caís, que recebe a mais imponente ancora.

Nossos beijos ardentes, indecentes, nos lançavam no ritmo de um mar revolto e como ondas sentimos infinitos orgasmos.

Nem percebíamos quando desmaiávamos de prazer.

Nosso vinho predileto, era derramado em meu corpo, bebias insaciavelmente, fui uma fonte inesgotável de prazer para a tua sede ...

Tuas mãos perdidas em mim, eram como mastro sem velas.

Me erguestes de todos os jeitos, sem domínio, sem tempo, sem direção...... só queríamos vários mares e uma só embarcação.

Ainda te sinto...

Ardo febril...

Suo...

Umedeço.

Ancore de novo.

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