quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Em homenagem ao meu aluno e amigo Kakau


Eu o chamava de "punk doido", respeitando nossos gostos musicais. Batíamos papos legais sobre música e semana passada conversamos ainda pelo msn, ele lá no hospital com um notebook....
Vai fazer falta Kakau....mas a vida a é assim, leva os nossos amigos e camaradas, um a um e nada podemos fazer senão lhes homenagear com nossos sinceros sentimentos e com aquela culpa que sempre carregamos achando que poderíamos ter feito alguma coisa....infelizmente mais um fã de rock e poesia que se nos tirado....
Descanse em paz meu amigo....sinceros sentimentos de teu eterno amigo e professor...
Ontem, 29 de setmbro, ele partiu do nosso meio. E é muito ruim para um professor perder um aluno querido. Mais que um aluno. Partiu tão rápido. Como uma doença pode ceifar uma vida tão rapidamente? Claudenir, Kakau, 18 anos...Fã de rock, poeta, jovem e incompreendido às vezes como são todos os da sua idade. Ficou pouco tempo em nosso meio, mas tua marca nunca será esquecida.

Descanse em paz meu amigo, descanse em paz... Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vídeo sobre o Sul catarinense

Eis um belo trabalho que encontrei no youtube:





Você seria capaz de elaborar um trabalho assim?
O desafio está lançado para você, meu aluno e minha aluna de Estudos Regionais do Ensino Médio da E.E.B. Natálio Vassoler, de Vila Franca, Forquilhinha, SC. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Trabalho de recuperação Bimestral - Parte Dois

Para os alunos do 1° ano - Tema: Grécia Antiga


Aristóteles no planalto - O que pensaria o célebre filósofo grego da Antigüidade diante do sistema político do Brasil contemporâneo? Reconheceria nele as idéias igualitárias da democracia ateniense? - por Edison Nunes


Não sei se foi por antiga magia ou tecnologia secreta que Aristóteles veio a dar em Brasília. Queria conhecer nossa Constituição, dizendo ser hábito seu empedernido. Encontrei-o por azar; expliquei lhe o básico, alguma bibliografia. E recolhi alguns de seus comentários.

Para ele o nosso sistema político não poderia ser chamado de “democracia” e, de fato, não o é, tecnicamente falando. A palavra designa somente regimes nos quais o povo detém o poder soberano; exercendo-o diretamente em assembléia, sem que tal poder conheça qualquer limite ou contrapeso institucional. Significa literalmente o “poder popular” e sua realização pressupõe a maior igualdade possível de todos perante a lei (isonomia) e quanto ao direito de participar das decisões públicas mediante a fala (isegoria). Tal igualdade fundamental torna impossível a representação política já que esta pressupõe a separação prática e formal entre representantes e representados, entre dirigentes e dirigidos. Assim, qualquer processo de escolha de magistrados, como votação ou concurso de provas e títulos, não é democrática, pois toma os indivíduos pelas suas diferenças, ranqueando-os em melhores e piores. Por isso mesmo, a eleição popular de um presidente ou deputado; a de um juiz concursado, configurar-se-iam aristocráticas (de aristói – os melhores). O único método realmente democrático de seleção, quando não se pode decidir diretamente em assembléia, é o sorteio. Só aí não há discriminação de mérito, preservando-se a igualdade.

O governo que aqui se vê é uma mescla de oligarquia e democracia, o tipo mais comum de governo constitucional. Não existe nenhum poder ilimitado que subordine os demais; cada qual com sua autonomia e composição definidas pela Constituição. Compõem aristocracias o Judiciário e o Legislativo, selecionados seus membros entre os melhores do povo. O Executivo, ainda que por tempo limitado, encarna o princípio da realeza. O único componente realmente democrático do sistema encontra-se nas assembléias periódicas que elegem os magistrados (colégios eleitorais). A este governo misto, Aristóteles chamou de “politia” cuja tradução, pelo latim, é “república”. Contudo, o que mais espantou Aristóteles é o estranho hábito que temos de garantir direitos políticos aos escravos. Calma, prezado leitor: custou-me também entender! É escravo por natureza aquele que não quis ou não pode desenvolver o hábito da escolha prudente, tornando-se assim incapaz de prever. Tal indivíduo necessita da direção de outrem não apenas na política como principalmente no trabalho, estabelecendo um laço de benefício mútuo com seu senhor: este planeja e organiza; aquele provê com sua energia. Note que não é o vínculo jurídico a caracterizar a escravidão, mas sua função: fica evidente que o assalariamento é uma espécie de escravidão por tempo! A questão que mais o perturbou foi a da qualidade da escolha de quem é desabituado dela até na direção de sua vida privada.

Depois de explicar-lhes os mecanismos de seleção de elites de nossa república; das diatribes de nossos sofistas (os marqueteiros); dos movimentos de nossos socialmente poderosos, tudo conspirando para a escolha responsável e melhor, entendeu que eu lhe fazia troça e foi à biblioteca ler nossa história política.


Edison Nunes é professor do Departamento de Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP.


Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/aristoteles_no_planalto.html, acesso em 25 de setembro de 2009.


  1. Explique os termos destacados do texto.
  2. Segundo o texto, nosso sistema político se constitui uma aristocracia ou oligarquia. Por quê?

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Trabalho de recuperação Bimestral - Parte Um

Observe os dois mapas abaixo (Clique neles para ampliar a imagem). Cite quais países atuais foram territórios conquistados por Alexandre Magno no passado.


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domingo, 13 de setembro de 2009

100 riffs de guitarra

Vídeo muito massa que baixei do youtube.
Para os fãs de rock!!!!!!!!!


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Marion: símbolo da destruição



O nome de uma máquina grande e destrutiva ficou marcado na história da região Sul. A Marion é lembrada por dez entre dez pessoas que viveram o auge da mineração e assistiram a toda a degradação ambiental provocada no Estado. Desenvolvida em Ohio, nos Estados Unidos, tinha capacidade de produção de 650 metros cúbicos por hora.

Por onde passou, Marion deixou o que hoje se chama de "paisagens lunares", cenários que poderiam servir a filmes de ficção científica. Segundo o professor Gerson Philomena, que estudou o lado obscuro da história, da mineração, a máquina extraia "tudo o que via pela frente" com suas conchas gigantescas.

Além da vegetação, o solo também era engolido pela máquina. A mineração a céu aberto podia ser considerada uma atividade normal aos olhos de quem viveu naquela época, mas hoje é relembrada com tristeza por conta das marcas que deixou na natureza.

Um dos locais mais alterados pela atividade é a cidade de Siderópolis, onde chegaram a se formar pequenos lagos amarelos nos buracos cavados pela máquina. Dezenas de espécies foram destruídas em nome do que, na época, se entendia como progresso.

"Este desenvolvimento que muita gente aponta é totalmente discutível. A troco de que a mineração promoveu o progresso? A custa da vida de pessoas, da degradação ambiental e do enriquecimento de uma parcela mínima da população", questiona o socioambientalista Tadeu Santos.

Ação histórica:

A ação nº 93.80.00533-4, de autoria de Paulo Afonso Brum Vaz, foi comemorada pelos movimentos pró meio ambiente, em 2001. Leia o principal trecho do documento: Condeno "as empresas mineradoras que figuram no pólo passivo, seus sócios-gerentes, mandatários ou representantes (ou sucessores), a União e o Estado de Santa Catarina (...) a apresentar, dentro de seis meses (...) projeto de recuperação da região que compõe a Bacia Carbonífera (...) com cronograma de etapas a serem executadas, e executar o projeto no prazo de três anos, contemplando as áreas de depósitos de rejeitos, áreas mineradas e minas abandonadas, bem como o desassoreamento, descontaminação e retificação dos cursos dágua, além de obras que visem a amenizar os danos sofridos".

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a1943151.xml&template=4187.dwt&edition=10007&section=904, acesso em 13 de setembro de 2009
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A praga do carvão em Santa Catarina

Por Ana Echevenguá (1) - 23 de junho de 2006

Em nosso estado, por exemplo, o órgão ambiental responsável pela fiscalização ambiental – FATMA – é conhecido por sua reiterada ‘fiscalização zero’ (ela fecha os olhos para os crimes ambientais que se perpetuam a nossa volta). O passivo ambiental da região sul: só não vê quem não quer!
A leitura de uma reportagem do jornal A Tribuna do Dia, de Criciúma, intitulada “Carvão busca apoio dos prefeitos” (21/06/2006) obrigou-me a tecer alguns comentários.
Por que esse grupo poderoso precisa do apoio municipal? Porque a justa reação de alguns agricultores - contrária à abertura de uma mina na cidade de Içara –está mudando os rumos da região sul de Santa Catarina, degradada pela exploração criminosa de carvão. Depois de décadas de passividade, ou de manifestações infrutíferas, alguns cidadãos resolveram dizer ‘não’ a um empreendimento que comprovadamente destrói tudo a sua volta.
Esta negativa - ato inusitado - é de difícil aceitação para aqueles que, embora agindo fora da lei, sempre mantiveram suas atividades em franca ascensão. E, nos próximos dez anos, contam com a abertura de nove minas na região.

Por isso, os Senhores do Carvão – temendo que esta resistência se torne freqüente – buscaram apoio dos prefeitos locais. Segundo a matéria a que me refiro, a maioria dos prefeitos é favorável à atividade mineradora, desde que realizada segundo a legislação ambiental. Gente, parece piada! É sabido que esses prefeitos nunca se preocuparam com o cumprimento das regras ambientais tanto em relação ao carvão como ao destino do lixo produzido em seus territórios. O interesse primordial deles é colocar em caixa o dinheiro advindo dessa exploração.



Falar na nossa legislação ambiental - uma das mais avançadas do mundo – é falar bonito. Mas todos sabem que estas leis – no Brasil – são descumpridas de forma vergonhosa; com a conivência da Administração Pública. Em nosso estado, por exemplo, o órgão ambiental responsável pela fiscalização ambiental – FATMA – é conhecido por sua reiterada ‘fiscalização zero’ (ela fecha os olhos para os crimes ambientais que se perpetuam a nossa volta). O passivo ambiental da região sul: só não vê quem não quer!
Enquanto não contarmos com instituições eficientes que cumpram seus deveres, é inaplicável a sugestão do colunista deste mesmo periódico - Adelor Lessa - de criação de mecanismos eficientes para o cumprimento das regras protetivas do meio ambiente, “eliminando qualquer possibilidade de compadrio entre fiscalização e poluidor, ou interferência político-eleitoral” (edição de
20/06/2006).

O Secretário do SIECESC - Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina, Fernando Zancan, admite que a atividade mineradora “não possui um passado "bonito", mas desenvolveu técnicas que permitem a redução dos danos ambientais, como o tratamento de efluentes.” Ora (pergunto eu), se desenvolveu estas técnicas, pretende aplicá-las quando? ‘Passado bonito’ é expressão simplória para definir o quadro de destruição que varreu os municípios do sul. E estou me referindo também à morte de várias pessoas com os males contraídos com o carvão.
Nesta reunião, o prefeito de Forquilhinha, Paulo Hoepers, sugeriu a integração entre prefeitura, mineradoras e órgãos ambientais “já que é impossível abrir mão dessa atividade econômica, que hoje não está mais tão agressiva e existe a possibilidade de recuperação ambiental." Com certeza, o prefeito não conhece a cidade que administra, mais precisamente a área do lixão de Santa Libera que
lembra uma paisagem lunar tal a quantidade de pirita (rejeito do carvão) lançada no solo e nas águas.

Percebe-se, com os resultados dessa reunião, que continua sendo desprezada a vontade, a saúde e a segurança dos Administrados. O ingresso de parcos recursos nos cofres públicos fala mais alto.
Mas se essa situação perdura, a culpa é dos Administrados. Eles escolhem, livremente, nas urnas, seus Administradores. E sofrem, na carne, as conseqüências das más escolhas.
Finalizando, pergunto: as comunidades conhecem o destino do repasse da CFEM - Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (que corresponde a 2% do faturamento mensal obtido com a venda do carvão). Sabem aonde foi aplicada essa verba?
Ana Candida Echevenguá, advogada ambientalista, Presidente da ong Ambiental
Acqua Bios, apresentadora do programa Eco&Ação



Fonte: http://www.sul-sc.com.br/afolha/pag/ecola.htm, acesso em 13 de setembro de 2009
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“Ou deixar a pátria livre ou morrer pelo Brasil”




Mas o que comemorar no 7 de setembro?
Aos oposicionistas do governo Lula, há pouco que comemorar. Aos seus colaboracionistas, ainda lhes sobra algum alento.
Contudo, quem reflete e analisa essa data inventada? Tiradentes, um exemplo, no Brasil império foi considerado traidor e a república o enalteceu como herói. Embora a inconfidência mineira quisesse manter a escravidão no Brasil. Independência de quem e para quem cara pálida?
D. João VI, quando eclodiu a Revolução do Porto em 1820, voltou “correndo” para Portugal, deixando seu filho, o príncipe D. Pedro, no Brasil, pois sabia que, cedo ou tarde, aqui também haveria independência. Uma família, dois reinos. E ainda assim, fazemos piadas de português. Mal sabemos que a piada somos nós...
Quando houve agitação política por nossa independência, D. Pedro aceitou pagar para Portugal uma multa de 2 milhões de libras, que a coroa portuguesa devia à Inglaterra. O Brasil pegou o dinheiro emprestado dos ingleses e pagou à Portugal. O dinheiro nem saiu da Inglaterra e nós iniciamos nossa “independência” política com dívida externa. É essa independência que comemoramos?
Precisamos estar atentos. Geraldo Vandré já cantou que “nos quartéis nos ensinam uma antiga lição, de morrer pela pátria e viver sem razão”, e o que é a pátria para nós? Quando sabemos que, até nosso gentio, “brasileiro”, designava os traficantes de pau-brasil? E que deveríamos nos chamar brasilianos?! I’m a brazilian, shit!
Em 1824 começou a ser contada “nossa história” da independência. No governo Vargas é que se iniciaram os “desfiles cívicos”, o que foi “aprimorado” pelos militares durante a ditadura. Uma forma de mostrar que o povo está quieto e bem controlado.
Quem discute isso hoje?
Se for por comparar, embora eu não goste e às vezes acho incorreto, vamos lembrar dos Eu e A (rsrs), que lutaram, batalharam por sua liberdade política e econômica. Aqui, foi mero acerto entre família. Todavia, num mundo globalizado e doido que temos, afirmar nossa identidade enquanto cidadãos e cidadãs é uma de nossas únicas armas. Mas quantos de nós estamos comprometidos com isso? Quantos de nós tem a coragem de bater no peito e questionar nossa própria origem e liberdade?
Wagner Fonseca, 7 de setembro de 2009
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