quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cansei das modinhas musicais!!!

Cansei!
Cansei de ver essas modinhas espalhadas pela mídia! Cansei dessas comunidades de orkut contra essas modinhas também, porque os fãs são demasiadamente sem noção! Como discutir com uma garotinha de 13 anos que acha realmente que Restart é rock? Convenhamos, nós rockeiros 'das antigas' temos nossos preconceitos. E temos nossos motivos...

Não me importo com o que o rádio toca, porque não ouço rádio. Se ficar o dia inteiro ligado, vai repetir as mesmas músicas o tempo todo. O que me deixa fulo é a falta de capacidade dessas pessoas de questionarem tudo aquilo que seguem. Alguém disse certa que vez que tudo aquilo que acreditamos ou gostamos nos controla. Deve ser verdade, por isso tento ser o mais eclético possível. Menos com o funk! Não suporto funk carioca, mas devo confessar, quando vou com minha esposa aos  bailes (é, aqui ainda temos bailes...rssr) sou obrigado a me requebrar, ou pelo menos tentar. É feio ir num "salão", na "discoteca", na "balada" e ficar parado feito segurança...rsrsr...

Do velho e bom Rock'n'Roll não sinto falta, pois está no meu sangue e alma. Mesmo assim eu fico pê da vida ao ver essa gurizada ensandecida com aquilo que a tevê lhes oferece como rock. Happy Rock?????? E rock por acaso já foi sad (triste) algum dia? Até mesmo a música gótica (que curto muito) é mais "feliz" que essa modinha colorida...Aliás, nada contra o colorido, porque, se vocês lembrarem bem, Os Mutantes eram muito coloridos, tenho um poster do grandioso Black Sabbath aqui na parede e o Ozzy está usando uma calça vermelha. 

O que nós deixa putos da cara é que de repente o rádio começa a tocar e o rebanho está pronto!
Nada de questionar, nada de pensar, nada de sentir!
Não falo isso só do rock, falo dos outros estilos também. Veja bem, o tal de sertanejo universitário... É uma choradeira só as letras e isso revela algo da nossa sociedade: COMO ESTAMOS MAL AMADOS!!!! Como precisamos de carinho, como precisamos uns dos outros! Só que, se as músicas do funk carioca são pornográficas, o novo sertanejo, além de ser uma queimação de chifre só, traz músicas que falam de traição, mas pelo outro lado. Tipo, não lembro direito das músicas (claro, não gosto né...rsrsr), mas algumas trazem um certo ar de "foda-se amor! o negócio é farrear!". É um tanto contraditório. 

Não tenho mais assistido a televisão também, e isso já há um bom tempo, mas via os comerciais de bandas gaúchas que não são mais tradicionalistas, aquilo que chamamos de vanerão. Chamam de "maxixe", ou sei lá o que, mas descaracteriza totalmente as tradições gaúchas.

É como diz o Marcelo Nova numa entrevista para o site Whiplash, a música brasileira está repleta de belas bundas. Mas que música? Aquela veiculada pela grande mídia! Porque, graças a internet, nós ainda podemos ter acesso a boa música brasileira, seja a caipira, ou sertanejo raiz, a regionalista, o bom rock e metal brasileiro ou mesmo MPB.

Eu desisto de ficar nessa briga sem sentido contra adolescentes descontentes que descobriram ontem a guitarra... Quando começou tudo, lá na década de 1950, o rock era muito mais diversão do que combate. Felizmente a juventude percebeu rápido o poder do rock e o tomou como fundo musical de protesto. E, sendo um música negra, a preconceituosa mídia yankee tomou suas providências rapidinho e criou um "rei branco" para o rock. Não, não vou questionar o poder de Elvis, mas ele, assim como sua cópia mal feita tupiniquim, Roberto Carlos, também serviu para os ditames do racismo social. Só não enxerga isso quem não quer.

De lá para cá muitos reis e rainhas foram criados e o rock se enveredou por todos os lados. O neto mais bem sucedido, mais odiado e mais amado do vovô Blues ainda é o Heavy Metal. Esse tem os fãs mas alucinados e apaixonados que qualquer estilo musical pode ter. E são justamente esses que compram boas brigas contra os emos e coloridos em geral. Claro, que juntamente aos headbangers (fãs de heavy metal), estão os góticos e os punks, pois os emos acabam passando (tentam) uma imagem punk ou gótica. Punks ou "darks" nunca caíram nas graças da mídia como os emos, pelo contrário. Mais briga então. E ainda temos os fãs de prog rock, prog metal, ou progressivo, como dizem. A eles juntaríamos a new age e afins, ou seja, toda uma infinidade de coisas que estão longe da massificação imposta pelo mídia. Essa mesma que oferece produtos coloridos novos a cada dia para as mentes da gurizada em geral.

Eu cansei disso tudo!!!!
Vou continuar com a boa música, com a velha MPB (porque a nova eu não gosto), com o RAP nacional que tem muita coisa boa, com o samba e pagode de roda (não, não gosto de carnaval), com a eletrônica, techno, house, sei lá como se chamam essa coisas, trilhas sonoras e meu tão amado heavy'n'roll...

Aos coloridos de plantão, ou para essa nova geração, peço que olhem para o passado com mais carinho e principalmente com mais respeito. Queen, Pink Floyd e AcDc já venderam, vendem e fazem muito mais sucesso do que qualquer dessas modinhas passageiras que estarão esquecidas daqui um ano ou dois...

.Sorry..
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Bandas que conheci nos últimos anos: Parte III: Mostly Autumn

Mesclando rock progressivo clássico com música folk celta, a banda britânica Mostly Autumn conseguiu um lugar de relativo destaque neste nicho. Apesar disso, e de terem uma atividade bastante prolífica com grande número de discos lançados, nunca alçaram vôos mais altos, sejam eles artísticos ou comerciais. Até agora.

Formada no final dos anos 90 pelo guitarrista e vocalista Bryan Josh, uma espécie de “David Gilmour wanabee”, a formação depois de algumas mudanças se estabilizou em torno do próprio Josh (vocal, guitarra, teclado), mais a vocalista Heather Findlay (que também toca violão, flautas e percussão), o tecladista Iain Jennings, o baterista Jonathan Blackmore (nada a ver com Ritchie), o baixista Andy Smith, o guitarrista base Liam Davison, e Angela Goldthorpe (agora Gordon) nos backing vocals, flautas e teclados. Com seu som altamente influenciado pelo Pink Floyd e pelo Genesis, mais bandas folk como o Steeleye Span e o Spirogyra, e ainda adicionando toques pop eventualmente, o Mostly Autumn rapidamente atingiu algum sucesso no circuito alternativo do norte europeu, juntamente a bandas como o Karnataka, com quem dividiram turnês em várias oportunidades por sinal.

(continua em: http://whiplash.net/materias/cds/061025-mostlyautumn.html)

Se eu gosto dessa banda? Cara, pra quem é fã de Pink Floyd e boa música, é uma pedida em tanto! Ouvir essa banda naqueles dias preguiçosos de outono, ou no inverno, junto dos amigos, ou sozinho mesmo acompanhado de um bom vinho....humm....

Gosto de ouvir sua música pelo domingo de manhã ou sábado a tarde...Vale a pena conferir!

Abaixo segue um vídeo de uma das músicas que mais curto dessa magnífica banda!!!

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domingo, 19 de dezembro de 2010

Pré-Estriéa do Fim


Tenho medo do futuro, do que restará para os meus filhos, a herança da ganância e do consumo que cultivamos.

Tenho medo das pessoas, do que elas poderão fazer para crescerem, para não ficarem para trás, tenho medo da inveja que carregam em seus corações, da paz sem voz que cala nossa sociedade.

Tenho medo de nossas escolhas que a cada dia que passa parecem menos sensatas, tenho medo das escolhas de nossos líderes que são trocadas por pão e janta na mesa.

Tenho medo dos homens de gravata que governam nosso país, tenho medo dos coronéis que comandam os homens de gravata que comandam o nosso país, tenho medo de um dia acordar e não poder ser mais feliz.

Tenho medo de não termos cultura, de apenas sermos vistos como carnaval, de não enxergarmos que estamos perdendo nossa essência, de cultuarmos apenas aquilo que a mídia nos “impõe” como nosso.

Tenho medo do preconceito e do pré-conceito, da educação suja que muitos dão aos seus filhos, tenho medo da raiva que os encoraja a maltratar, a agredir quem for diferente, seja lá sua cor, raça, sexo ou credo.

Tenho medo de não gostar mais e viver em um mundo que não abre as portas para quem precisa, que não estende a mão para levantar quem está caído, que não ajuda ninguém se não for em benefício próprio.

Tenho medo dos amores que matam, das dores que sufocam, tenho medo dos momentos de hesitação que antecedem os momentos de excitação, tenho medo de não saber aonde ir quando existir dois lados a seguir, tenho medo do tempo e o que ele guardará para mim.

Tenho medo de calar sem ser ouvido, de ser ouvido sem protesto, tenho medo do fim que justificam os meios. Tenho medo do mundo que há muito tempo atrás tem medo de mim.

Tenho medo de não mais existir amor, e se este dia chegar, espero que também seja o meu fim.


Grande Abraço.
Bons Ventos!!


Zélio Marulo Jr.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mensagem de formatura 2010

Mensagem que escrevi quinta feira passada, 09 de dezembro para meus alunos formandos do ensino médio:

Hoje se encerra mais uma importante vitória em nossas vidas. É mais uma experiência que somamos aos nossos tenros dias rumo ao futuro que sonhamos trilhar.
Palavras soltas não medem nossos sorrisos e gratidão por essa data tão importante. E somos gratos às pessoas que caminharam conosco por todos esses anos, pais, professores e amigos.
Aprendemos a conviver, aprendemos a ousar, aprendemos nossos limites  e superamos nossos desafios. Nossa vitória maior é poder reconhecer que todas as descobertas de nossa vida escolar preenchem cada lacuna de nosso ser.
Todavia, não podemos parar por aqui. O mundo é muito maior e muito ainda há por descobrir. A partir de hoje nossos sonhos tomam novas tonalidades, novos sons, novos sabores. Já não somos mais os mesmos, mas somos melhores.
Amigos nos tornamos, uma família construímos e agora chegou a hora da despedida, a hora de cada um seguir seu caminho. Esperamos e torcemos pelo futuro, porém, sabemos que somos donos de nossos passos.
Alegra-nos chegar nesse dia ao lado dos que amamos, respeitamos e aprendemos a conviver! Temos muito a fazer, muito a oferecer e, se preciso for, fazer o mundo tremer!

Prof. Wagner Fonseca

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bandas que conheci no últimos anos - Parte II: October Project

OCTOBER PROJECT é um grupo norte-americano formado em 1989. Apresenta melodias surpreendentes e som com vocal feminino refinado com muita personalidade, delicadeza e forte presença.Descreve um tipo especial de art-rock, numa belíssima fusão de delicados arranjos orquestrais com elementos de folk-rock na linha de bandas como Capercaillie, Clannad, Grey Eye Glances e Steeleye Span. A arquitetura musical apresenta também a presença de um Pop Rock de grande qualidade.O grande destaque é a vocalista Mary Fahl que traduz grande evidência e caracteriza os dois primeiros trabalhos da banda, " October Project" ( Álbum de estréia) editado em 1993 e " Falling Farther in" . As letras são elaboradas pela letrista Julie Flanders e melodias de Emil Adler. Depois houve a saída da vocalista Mary Fahl e de outros membros importantes, resultando um trabalho com os integrantes remanescentes chamado " Different Eyes" .
A belíssima Mary Fahl canta uma das músicas da trilha sonora e aparece no clip do filme " Gods and Generals".....
 
Fonte: http://serie-echoes.blogspot.com/2007/02/october-project.html  
 
 
Segue abaixo um video dessa maravilhsa banda! Já vi pela internet chamarem-na de power-pop...eu nem sei como classificá-la, a não ser que seja apenas de música! Sim, música boa e excelente qualidade!!!
 
 
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bandas que conheci nos últimos anos: Parte I: Earthride

O Earthride foi formado em 1997, pouco depois do término da banda anterior de Dave Sherman, Spirit Caravan. Eles lançaram um EP com o nome da banda em 2000 pelo seu próprio selo Earth Brain. Seu próximo lançamento veio a sair em 2002 e se chama Taming of the Demons, tendo como produtor Mike Dean, do Corrosion of Conformity. Três anos mais tarde eles lançaram, finalmente, seu último álbum de estúdio, até então, Vampire Circus.

Fonte: http://stonerhenge.blogspot.com/2008/09/earthride-vampire-circus.html



O Doom Metal é algo a parte no mundo do metal e eu devo confessar que curto o estilo. Talvez não tanto para ser um fanático, afinal, não sou fanático por nada. Mas o Doom do Earthride tem um "quê" de algo mais...é alucinante!...rsrsrsr


Segue abaixo um vídeo dessa grande banda!


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sábado, 4 de dezembro de 2010

A sociologia e a filosofia em sala de aula

Há um tempo atrás ouvi um membro de uma comunidade do orkut da minha cidade dizendo ser contra o ensino de sociologia em sala de aula no ensino médio. Bom, ele também é extremamente contra o MST, extremamente contra o PT, contra qualquer partido de esquerda, aliás, ele é terminantemente contra qualquer abalo na estrutura social do statu quo predominante. Trocando em míudos, o cara é um reacionário autêntico.
Bem, isso seria normal, se o cara não fosse mais novo que eu, mas ele é. E também vem de família de sobrenome (aqui na cidade) e detentora de posses. Então, um dia ele questionou sobre o ensino de sociologia e filosofia, dizendo que os alunos deveriam ser preparados para o mercado de trabalho, aprender matemática de verdade para poder usá-la financeiramente de maneira correta. 
É óbvio que pessoas assim não querem que os alunos pensem, porque então ensinar-lhes filosofia e sociologia? Porque os alunos devem aprender a questionar a realidade? Porque desenvolver o senso crítico se vão todos varrer chão de fábrica? Porque entender como funciona a sociedade, como funciona o mundo, com qual finalidade? Com a finalidade de abalar a sociedade mostrar que a realidade pode ser muito melhor, ou, no mínimo, deveria ser...
A revista veja também pensa assim, afinal, seus leitores não são das classes mais baixas da sociedade, logo, numa de suas reportagens vi alguém comentando da dificuldade que os alunos tem de apreender conceitos complexos das duas disciplinas. Engraçado que a tal revista elogia os sistemas educacionais estrangeiros, do "primeiro mundo", mas quando se trata de dar um voto de confiança aos brasileiros, ela mesma trata de nos chamar de ignorantes.
Eu, enquanto professor de história, sociologia e às vezes filosofia e também geografia, sempre vou estar lutando para desestabilizar o status quo e farei da pesquisa minha arma na luta por um mundo melhor! Esse é um dos motivos que me fazem ter orgulho de lecionar na rede pública estadual, porque na escola pública é onde estão as pessoas que mais precisam de conhecimento!
Não ligo se me chama de comunista ou marxista, tão logo não devem se incomodar se lhes chamar de fascistas. Sou muito mais que um rótulo!




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