quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O problema político dos desastres brasileiros



Seu Madruga, símbolo do jeitinho brasileiro?


Não, não outra vez! De novo esse cara falando de política! Sim, só que dessa vez vou falar de um problema político, não dos problemas dos políticos partidaristas brasileiros, ou seja, nossos “representantes” na administração desse imenso país.
Bem, então porque falar de política sobre os desastres brasileiros? Aliás, que desastres estamos falando? Que tal focar os últimos alagamentos, cheias e enchentes que percorreram nossos telejornais no mês de janeiro? No Rio de Janeiro, por exemplo, ouvimos muito a rede globo(sta) enfatizar várias vezes que o desastre na região serrana tem muito a ver com a administração política do Estado, municípios e União. A partir daí vemos um vai e vem enorme de informações e acusações descabidas que não levam a lugar algum, muito menos amenizam a dor dos que passaram pelos deslizamentos de terra e daqueles que perderam tudo. Liga-se a tevê e novamente São Paulo embaixo d’água, Santa Catarina embaixo d’água, pessoas morrendo, moradores queimando ônibus em sinal de revolta (como se isso fosse mudar alguma coisa), deslizamentos da BR-101. Até quando vamos ouvir e ver isso acontecendo? Pelo menos nós encontramos o vilão de tudo isso: aquecimento global! Eu, particularmente, não acredito no aclamado aquecimento. Muitos cientistas também não. Logo, de quem é a culpa? Ora, meus amigos, dos políticos brasileiros! E quem são eles? Vamos relembrar.
Política, do grego pólis, a cidade-Estado grega, na qual viviam os cidadãos, pessoas de direito. Quem são os políticos hoje? Cada cidadão e cada cidadã brasileira, ou seja, cada um de nós! Nós somos os culpados diretos por todos os problemas que vem ocorrendo nesse país!
Nós escolhemos representantes que não nos representam, nós invadimos áreas inóspitas para morar, somos pobres, Deus, o que faremos? Vamos morar embaixo de alguma ponte ou viaduto? Onde estão as políticas habitacionais para o povo sofrido desse país? É óbvio que vamos morar às margens de córregos e rios e fatalmente seremos levados pelas águas das chuvas! Com certeza subiremos os morros e desceremos nos deslizamentos, porque não queremos mais morar nas ruas! Nós preferimos facilitar tudo, dar um “jeitinho” em tudo, faz parte da nossa cultura, infelizmente, mas é algo que precisa ser extirpado do nosso jeito de ser.
Furamos fila, furamos o semáforo, andamos na contramão, pisamos na grama, gastamos dinheiro escasso em futilidades e ainda queremos ter a razão em tudo. Rimos da desgraça alheia, rimos da própria desgraça e ainda pedimos por respeito! Perdemos um tempo sagrado em frente a um programa estúpido com pessoas estúpidas chamado bigbostabrasil. E apesar disso, ainda queremos ser respeitados. Pessoas ainda choram pelos seus familiares e mesmo assim já entramos no ritmo do carnaval.
São esses os políticos brasileiros, que moram um ao lado do outro, mas falam-se pelo celular. Colocamos todas nossas individualidades no limiar do nosso ser em detrimento de um sentimento coletivo maior. Ser único, cada um já o é, e individualismo é uma coisa necessária para nosso crescimento enquanto seres que buscam ser melhores a cada dia que passa. Ao invés disso, buscamos um crescimento material estapafúrdio que está desgastando o lugar em que vivemos.
Logo estaremos sediando uma copa mundial de futebol e as olimpíadas. Mais pão e circo para o povo e novamente veremos somente o que nossos olhos querem enxergar: o espetáculo emudecedor da mídia a ditar nossos pensamentos. Não veremos as coisas escondidas por debaixo dos panos do circo que se tornou o esporte mundial e ainda há os que batem palmas para esse país que será a sede desses eventos. E com qual estrutura vamos contar? Será que nossos parlamentares cederão parte de sua riqueza para a construção, adaptação e reforma da estrutura necessária?  
Eis alguns dos vínculos existentes entre nossa atuação política e os desastres que aqui acontecem. Quando ouço falar em cultura brasileira sinto calafrios. Num calor tropical de 40° ainda vemos pessoas usando terno e gravata porque dizem que é o correto. Caramba, isso nem tem espaço num país quente como o nosso! Apenas aceitamos isso pela nossa “inferioridade” de mentes colonizadas há mais de quinhentos anos! É decepcionante!
Enquanto levarmos o nosso barco na direção da cópia pura e fiel dos ditames estrangeiros não conseguiremos ter uma cultura própria e nacional. Globalização? Para quem e por quem? Somos esmagados e aplaudimos! Precisamos aprender a pensar, precisamos aprender política, precisamos aprender tolerância e rever nossos valores. A mídia televisiva, impressa e o rádio não podem mais ser nossos moldes de vida e comportamento! Eles nos distraem e nos emburrecem no nosso papel de cidadãos que deve ser sempre ativo!
O mundo está aí, para quem quiser. Desastres aconteceram e sempre acontecerão, não podemos evitá-los. Os rios cobram suas margens e temos que aceitar esse fardo que criamos para nós mesmos. Ou revemos nosso modo de viver, nossos sistemas econômicos e produtivos, ou a natureza vai continuar cada vez mais cobrando o que seu por direito.
Sejamos seres políticos e conscientes de nossos atos.

Wagner Fonseca, 27 de janeiro de 2011
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O "Movimento Selista!"

Eu prefiro chamar de "movimento" do que moda, pois essa palavra me lembra uniformidade, uma coisa que nem sempre é boa. As pessoas, por exemplo, não são iguais. Lembrando Augusto Cury, "cada se humano é um mundo". Por isso eu chamo de movimento, o que nos dá a ideia de algo não estanque, em constante mudança. 
Eis o que chamo de "Movimento selista": uma espécie de reconhecimento entre os blogueiros aos seus colegas na blogosfera. Ter um selo significa ser reconhecido pelos seus iguais, pessoas que perderam o medo e encontraram no blog um meio de dizer o que pensam e se ouvidas. Presentear com um selo significa reconhecer a capacidade criativa de um ser às vezes desconhecido e distante, mas muito próximo no universo dos blogs!
Jovens, adultos e idosos hoje deliciam-se sem vergonha alguma na blogosfera no trazendo conhecimento, reflexão, afeto, carinho, saudade, saúde, lágrimas de felicidade e lágrimas de pura introspecção!

É isso aí!
Ainda não ganhou selos? Calma. Tem gente colecionando já e você pode ser o próximo!

Adere ao "Movimento Selista" cara!!!! 
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Mais um selo de qualidade!


Ah, galera, qualé?!
Deixem-me me divertir um pouco poxa...Tive blog perseguido, excluído, esquecido e, finalmente, reconhecido. Preciso ficar alegre!
Aderi ao "movimento selista" que é muito mais do que uma simples moda ao estilo orkut...rsrsr

Então, aqui vai o novo selo, recebido do grande licantropo Lillo Dogmez, do http://thebigdogtales.blogspot.com/.

Aqui vão os meus indicados:

http://adegadobardo.blogspot.com/
http://malucodostop.blogspot.com
http://trollagemvirtual.blogspot.com
http://verdadesentrementiras.blogspot.com
http://verdadesentrementiras.blogspot.com
http://circulodf.blogspot.com Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Meu primeiro selo de qualidade!


É isso aí! Também entrei nessa e agradeço ao Steve Gleidson do blog http://mentesmediocrespensamigual.blogspot.com. Agradeço muito a ele por me alegrar com esse primeiro prêmio! Agora minha responsabilidade aumenta mais ainda!

Bom, vamos às regras né: (sim, você tem que responder as questões abaixo)

Nome: Wagner Fonseca (sim, eu existo)
Uma musica: Sapato 36 - Raul Seixas (para qualquer rebelde que precise de uma causa..rsrsr) 
Humor: Meu humor é inconstante, tripolar, qaudripolar..do riso eufórico a penúria emocional em instantes.
Uma cor: Não gosto do rosa. É a única cor que nao gosto. 
Uma estação: Se temos quatro, porque escolher só uma????
Como prefere viajar: Ouvindo Pink Floyd e bebendo algo que contenha álcool, vinho ou alguma mistura...
O que achou do selo: É ele né. é o selo mesmo...
Uma frase ou uma palavra que diz com frequência : "Só, podi crê maluco!"



E agora os links dos blogs que eu indicarei para este selo:


http://enthulho.blogspot.com
http://circulodf.blogspot.com
http://www.maisqueindelevel.com/
http://www.historiadigital.org/
http://marmitadepobre.blogspot.com/


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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Amigos e o Nada

Inverno do ano 2000, numa tarde quente. Do armário à porta: Johnson, Pito, Black (com garrafas na cabeça), eu, Paulinho (In memorian) com litro de catuaba, Rogério (In memorian), e o Neno, de calça e sem camisa. Registrano o momento está o Ricardo.

Amigos e o Nada

Às vezes eu penso profundamente sobre todos os amigos que tenho. Nunca tive um melhor amigo ou melhor amiga. Prefiro não fazer essa distinção hierárquica. Não quero e nem nunca quis algum dia menosprezar esse ou essa em nome de seus defeitos ou virtudes.
Amigos são assim: imperfeitos, improváveis e inigualáveis. Amigos nos fazem sorrir, amigos nos fazem viver; contudo, nossos amigos se vão. Muitas vezes eles não voltam mais...
Quem nunca perdeu um amigo? Quem nunca se esqueceu de um amigo? Quem nunca se apaixonou por um amigo ou amiga? Que nunca viveu as dores e os amores de uma amizade?
Mas nossas amizades sempre terminam, seja com um ponto, uma virgula, reticências ou um “até mais”.
Fomos os melhores amigos na infância, porém, hoje em dia, cada um passa por um lado diferente da rua.
Alguns amigos sempre serão os mesmos: vamos sorrir juntos, contaremos mentiras iguais, vamos nos emocionar com as mesmas lembranças, principalmente porque cada um tem uma percepção distinta do passado.
Fomos os melhores amigos na escola. Às vezes tínhamos as mesmas idéias, os mesmos sonhos e até nos apaixonávamos pela mesma pessoa. Pulamos e gritamos nos mesmos bailes! Nos embebedamos brindando a alegria selvagem de viver!
Também fomos amigos de adolescência, cada um com sua crença e descrença, cada um com sua teimosia, cada um com sua preguiça, cada um com seu egoísmo, sua inveja, sua impunidade.
Fomos amigos no primeiro ano de faculdade, mas ainda fomos amigos no último ano?
E nós crescemos. Alguns casaram, outros se separaram e outros “recasaram”. Uns têm filhos, outros nenhuma responsabilidade. Uns deixaram a rebeldia de lado, se tornaram adultos, outros teimam em continuar aquilo que são, e seus cabelos continuam a crescer.
Mas existe muita coisa para nos separar hoje em dia. A experiência de vida de cada um, a própria vida de cada um. Nós mudamos, intimamente, externamente. Mesmo assim uma coisa continua incólume para nos açoitar com suas lágrimas: o passado.
Devidamente registrado no papel fotográfico que nos une cada vez que saudosamente os temos em nossas mãos. O passado ali registrado soa como um imenso vazio a nos preencher.
Talvez os corações solitários assim são por pura escolha.
Você nunca se perguntou se vale a pena conhecer novas pessoas para nunca mais esquecer?
O tempo está aí, e nós passamos por ele. Amigos tão fiéis, hoje ninguém mais. Entre nós há o sorriso, o abraço. Porém, uma coisa maior aparece e nos desfaz. Agora pensamos coisas diferentes, acreditamos em deuses diversos, ou em nenhum. Podemos ser os mesmos, mas nosso íntimo não é mais.
É por isso que cada um de nós caminha por um lado diferente da rua. À distância nos olhamos, sorrimos, nos cumprimentamos, somos os mesmos de dez anos atrás. Então volvemo-nos à rua para ver quanta coisa passa por ali.
Não leva um segundo para voltarmos a nossos passos e relembrarmos rapidamente os bons tempos. Estufamos o peito e suspiramos profundamente para espantar aquela lembrança.
Afinal, caminhamos para o nada e isto é o que nos resta. Amizade é assim, como uma rua, nunca estática, sempre com suas tragédias e suas mudanças.

09/02/06

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