terça-feira, 19 de setembro de 2017

Fragmentos



Parte-se
Parte-se tão repentinamente
Como algo oco
Que em sua condição
De oco
Fragilmente
Se parte

Parte-se para longe
E de longe revira tudo
Pois longe se olha
De longe também se sente
Pois é da condição de distante
Sentir-se
O que longe ainda mora
Saudade é dor que nos namora

Irrompe um silêncio
Entre notas musicais
Irrompe o silêncio
Da contemplação do longínquo
Estar-se feito
Em partes
Em partes se respira
E pesa-se
O pesar de estar-se
Pesado

Um engasgo que fisga a lágrima
De quem parte
E parte com um pedaço
De quem fica
Que fica engasgando-se
Em metáforas
Que pouco explicam, de verdade
Ambos se partem
Os que vão e os que ficam
E ainda algo que quebra
Em quem vivifica
A perda de estar-se
Sempre a pensar
Em quem jamais poderá estar

Tão longe no horizonte
Tudo é horizonte
De eventos e onde sopram
Os ventos
Da saudade
Da memória
Da felicidade e da tristeza
Ambas se entrelaçam
E se partem
No partir-se
De ir indo e vir voltando
Como quem vai sem nunca
Ir realmente
E quem fica sem nunca
Estar com profundidade
No profundo raso
De ser e não estar
De ir sem nunca ter ficado

Um soluço
Um arrepio
Um calar-se
E um tênue
Ansiar
Sem nunca saber, apenas imaginar
Como parte-se
Sem querer ir ou ficar
Inteiro
Ou em partes

Wagner Fonseca, 19 de setembro de de 2017, 20:50


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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Trilha do Pico Realengo, Morro Grande, SC. 26/08 e 25/06 - 2017.

     Pois então, e não é que finalmente nossa Equipe Gigantes da Serra conseguiu chegar lá?!

     Primeiramente fomos em nove pessoas do grupo no dia 25 de junho, um domingo de sol amistoso. Iniciamos a trilha as 05:10 da manhã e chegamos lá em cima as 10:30. Porém, como fomos muito rápido e acabamos nos deliciando com a paisagem do cânion Amola Faca do outro lado, não aproveitamos muito os campos de altitude. Resultado: retornamos cedo, muito cedo.

     A trilha é bem íngreme quando inicia a subida, mas até chegar lá foram duas horas de caminho, mato e pedra. Há água corrente e a trilha é bem demarcada. Demoramos três horas na subida, perfazendo um total de cinco a cinco horas e meia do início até o topo, o que é muito cansativo. A distância me pareceu menor que a trilha dos Tropeiros, em Siderópolis, porém a inclinação é maior. Os joelhos arrebentaram na volta e mesmo na ida estávamos cansados. Regra importante em trilhas: vá com calma sempre, você não precisa provar nada a ninguém! Aprendemos isso na marra.

    Seguem algumas fotos abaixo:

O dia ia se fazendo presente e nos mostrando nosso destino.

"Mestre Oda", Odair na parceria.

Visão do Amola Faca...exuberante!

Outra dessa maravilha da natureza!

Há um pequeno rancho no início da caminhada, ou no retorno, para descansar um pouco.

Nossa trupe: Eu, Darci, Odair, Pedro, Cristiano, Pedro Acácio, Fábio e Paulo.

Placa informativa antes de começar a trilha.

     Porém, no dia 26 de agosto, um sábado daqueles, juntamos nossa turma outra vez, 16 pessoas, e aí, novamente as cinco da matina, iniciamos nossa 'pernada' até o topo e conseguimos visualizar o Pico do Realengo, a pedra "Cabeça de Urso" e aproveitar bastante a paisagem. Dessa vez nós demoramos em torno de seis horas e meia na subida, pois alguns integrantes não estavam dando conta do recado. Eu me sentia melhor dessa vez. Quando estávamos quase no topo um dúvida: seguimos ao Realengo ou viramos à direita e vamos contemplar o Amola Faca? Decidi correr os últimos metros de subida para ver o que valia a pena. Estava com gás total! Quando olho para trás, meu sobrinho e meu filho correndo atrás de mim e toda uma galera doida. Resultado: contemplamos parte do Amola Faca e ainda corremos pelos campos lá em cima.

     Depois retornamos e subimos até o nosso destino: Pico do Realengo. Bem, não fomos até ele, pois isso demandaria tempo, ou seja, só com acampamento. Quem sabe numa próxima. Dessa vez apenas um joelho doeu e muito.

     Seguem fotos abaixo, dessa vez feitas com a câmera fotográfica e não o celular...rsrs..

Nossa turma quando o dia já amanhecera.

Sim, fomos lá em cima também!

O cânion, creio eu ser o Boa Vista.

Um "pedrinha" no caminho.

Chegando.

Johnson descansando. Ao fundo cânion Amola Faca.

Pedro, parceiro de trilhas!

Trilha em família é melhor!

Uma panorâmica. Subimos do outro lado antes de vir para o Realengo. Cansaço valeu!

E porque não na beira do perau?

Outra panorâmica.

Árvore do metal!!!!

A "Cabeça do Urso"

Idem. Eu, Cléber e Paulo.

De longe.

Pico do Realengo. Um dia irei até lá!

A "janela"...

Outra.

O lugar onde sentamos....que medo!

Para chegar, você vai de Meleiro até Morro Grande e segue até Três Barras, última comunidade, última casa, pega meio quilômetro de estrada de chão só. Deixa o carro lá, e bora caminhar!

Vale a pena? Se vale!

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Trilha dos Índios Xokleng, Três Barras, Morro Grande, SC


   Esse ano de 2017 tem sido de altos e baixos para mim, dentro e fora da sala de aula. Os momentos bons somam três visitas às furnas dos índios Xokleng em Morro Grande, sul catarinense. Aproveitamos a oportunidade para também visitar a Queda do Risco. No total foram aproximadamente 10 quilômetros de caminhada em ambas as trilhas que são de nível bem leve.

   Você professor ou professora, pode aproveitar esse trajeto facilmente, pois nossos alunos e nossas alunas atualmente estão muito acomodados em seu mundo virtual. Precisamos tirá-los do comodismo e mostrar-lhes que existe um mundo lá fora.

   No dia 17 de maio foi a vez de levar as turmas dos primeiros anos matutinos. Infelizmente, de quatro turmas foi uma briga conseguir 39 alunos e alunas. As desculpas para não participar de nossa saída a campo foram as costumeiras: trabalho, 'família', dinheiro (cobrei 10 reais para o ônibus!).

A primeira foto do dia antes de começarmos nossa caminhada.

E pra começar, atravessar a água pura e gelada ou a ponte de arame, uma novidade para muitos de meus alunos e alunas.
Uma pausa para foto em meio ao bosque de pinus.

Antes do lanche, outra pausa para uma foto contemplando a paisagem magnífica.

Agora já caminhando por dentro das furnas.

E também uma caminhada após o almoço até a Queda do Risco.

Precisa legenda essa foto? A alegria estampada no rosto de saiu da sala de aula!

AH, água...molhamos os pés o dia todo!

E no retorno até um banho!

Em uma água gelada!!!


   Depois fomos com as turmas dos segundos anos matutino e, novamente, de três turmas, apenas 28 alunos/alunas. Dessa vez foi no dia 16 de junho, uma sexta-feira em que a escola emendou o feriado mas eu tive o prazer de ter comigo meu grande professor da faculdade, João Batanolli, que nos deu uma aula dentro das furnas.


Entre as comunidades de Nova Roma e Três Barras: cena bucólica de encantar a alma!

Alunos, alunas, prof. João Batanolli e o motora do busão!

Formação rochosa que só pode ser vista de lá. Ainda quero desbravá-la!

E quem não quer aparecer na foto?

Caminho que inspira...

A famosa Queda do Risco, que estava "cheia" naquele dia.

Todo mundo!

Quase todo mundo...

Água gelada? E daí?



   A outra visita foi no dia 01 de julho, um sábado em que a maioria dos professores se nega a trabalhar, mas lá estava meu colega de escola e amigo, Odair P. Nandi, professor de filosofia e companheiro de trilhas, e os segundos anos noturnos: 28 alunos/alunas. Se havia água no caminho nas outras duas vezes, agora o trajeto se encontrava praticamente seco. Foi um dia frio.


09:00 horas: bora começar!


Já na Queda do Risco.

Grita aí galera!


E porque não? Até trator no caminho!


Esses aí são feras!

Em cima das furnas!


   Bem, isso é um pouquinho do que tivemos nesses três dias. Dá trabalho? Com certeza, porém se não tentarmos algo novo em nossas escolas, como conseguiremos mudar um pedacinho que seja de nossa realidade?


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