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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O fanatismo do brasileiro beira o totalitarismo




Uns poucos minutos nas redes sociais e o enjoo vem fácil. A internet é uma grande provedora de “relativismos” frios, algumas vezes desconexos e também agressivamente abusivos. Quando não contraditórios. Para cada acusação de um lado qualquer há outra prova em contrário do lado acusado. Observem atentamente cada “debate” proporcionado na rede. Sempre há quem tenha outras informações que contradizem aquilo que antes foi dito e aí começam as brigas corriqueiras.

Poder expressar nossos pontos de vista é uma conquista democrática, herança iluminista da Revolução Francesa (ah, sem esquecer o fundo liberal do Iluminismo, antes que eu seja acusado de ser só mais um esquerdista! Bah!). Bem, é graças ao direito de expressão democrático que eu posso me considerar alguém de esquerda. Isso não me impede de ter amigos de direita. Muito menos sou impedido de ter amigos que sequer sabem as diferenças (e semelhanças) de ambos e também nada me impede de ter outros amigos que vêm tentando superar essa dualidade. Uma baita desafio.

Por outro lado, voltemos às nossas redes sociais e os seus “profícuos relativismos”. Tente argumentar em alguma postagem sobre política ou religião. Não, caros amigos, não existe isso de que política, futebol e religião não se discutem. A única coisa que não discutimos é aquilo que não entendemos, não conhecemos, por isso só ouvimos, para aprender. Por outro lado, ainda, na internet ou no dia a dia mesmo, discussão virou sinônimo de disputa e quem disputa quer vencer. Discussão, por outro lado também (por favor, perdoem-me a repetição), não precisa ser vencida, precisa apenas ser discutida, no intuito de que pontos de vista divergentes possam, ao menos, serem ouvidos entre si.

Empatia, alteridade, se coloque no lugar do outro antes de julgá-lo. Não é um exercício fácil. A internet, já sabemos, não é um território sem leis, há regras explícitas e outras que vêm da boa educação de casa. Aí veremos novos problemas e soluções parecerem apenas conceitos abstratos.

Eu proponho uma experiência bem “simples”: crie um perfil fake contrário às suas ideias. Por exemplo, seja de direita quando for de esquerda e vice-versa. Tente expor “suas convicções” publicamente. Pode ser doloroso, mas qualquer pessoa bem intencionada, educada e com um mínimo de discernimento, não tem necessidade de tal artifício. Basta observar o fanatismo psicótico que se espalha.

Na democracia que vivemos você ainda pode optar ser de esquerda ou de direita e isso pode dizer muito ou pouco sobre você no final. Entretanto, quando você vê o erro, a falha, o pecado, a imoralidade apenas em um lado da situação, você está caminhando rumo à uma visão totalitária (muitas vezes fundamentalista!). Num passeio rápido pela web podemos perceber política e religião mesclando-se num perigoso monstro de ódio contra tudo o que for contrário à visão de quem aponta o dedo.

Se eu sou da esquerda e enxergo o erro apenas na direita, já expresso aí minha miopia em relação ao mundo. Se sou da direita e creio que o mundo será melhor se eliminarmos a esquerda, então sou totalitário, antidemocrático e isso nós vemos nos dois lados. Contudo, eu preciso também demonstrar o lugar de onde olho para o mundo. Penso que pode ser possível um dia em que superemos essa dualidade política, porém, não tenho tantas esperanças assim. Me incomoda e assusta o quanto as pessoas ao meu redor não se preocupam mais com suas máscaras. Inocência e ingenuidade de um iludido poeta, pois agora as pessoas vociferam tudo aquilo que sempre pensaram sobre os outros e assim os tratam: não são seus próximos, são apenas outros e, como outros, devem ser excluídos ou eliminados.

Fobia social e reduzido círculo de amigos já despontam como horizonte mais palpável a cada dia. Que a banalidade do mal não converta os livres pensadores nos próximos “outros” a serem eliminados, embora já saibamos estar ali classificados.

03 de janeiro de 2019 




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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

O bom candidato




Saber que nada se sabe é o primeiro passo para o autoconhecimento, diria o filósofo. Saber as próprias limitações já é um passo para se conhecer. Saber-se indivíduo, isolado, limitado e necessitado da coletividade, é outro passo para se conhecer o básico da vida em sociedade, da vida política.

Em tempos de eleições surgem as propostas mas mirabolantes, as verdades mais perfeitas (e as teorias mais “convincentes”), além, claro, dos salvadores mais aptos a resgatar nosso velho e combalido gigante que teima em ficar adormecido.

Profetas, pastores, ovelhas e os próprios lobos misturam-se numa balbúrdia sem fim. O riso e o sarcasmo abrilhantam e desfazem amizades, enquanto no tabuleiro os verdadeiros donos do jogo apenas trocam as cores de velhas peças.

Iluminados e ceifadores do “inimigo” apontam seus dedos em riste, alteram o tom de suas vozes e estufam o peito orgulhosos:

_Estou em missão divina! _ finalmente vocifera um candidato laureando para si ser o avatar da moral, da salvação redentora e do destino mais próspero da grande nação.  

Velhas promessas, velha história e personagens tão comuns e banais quanto as próprias soluções simplistas que tanto propõem. Do outro lado a ânsia por mudanças apenas troca o santo do altar. Contudo, a turba, agora achando-se superior à ignorância e à inocência de tempos pretéritos, não aceita a crítica generalizada. Afinal, não se deve falar mal de quem veio em missão divina trazer luz nova ao povo, mesmo que de novo nada tenha, evidentemente...

Me vem à mente aquele antigo conselho: “Cuidado com os falsos profetas, verdadeiros lobos em pele de cordeiro”. Vale a atualização para nossos tempos, para nossos políticos, mas creio que nem valha a pena o exercício criativo. Afinal, quem já escolheu seu salvador, não buscará fenecer por outras mãos.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Precisamos de melhores eleitores...



Conversava eu num dia desses com um amigo sobre a qualificação de nossos candidatos a representação política. Dizia-lhe que era preciso qualificarmos nossos candidatos, quem sabe até mesmo um concurso para saber quem será considerado “apto” ao pleito, algo complicado, polêmico. Então ele oferece uma ideia, a de qualificar os eleitores! Bingo! Eis a consideração.

As perguntas continuavam em nossa conversa e para cada resposta outra dúvida. Meu amigo, uma pessoa capaz, que sabe utilizar a sua inteligência, censurado pelo próprio partido por fazer campanha e postagens anticorrupção! Como pode um partido se querer sério e pleitear o poder em uma administração municipal se censura os seus pares por serem mais livres que as marionetes a que estão acostumados? Eu não preciso dizer o nome do partido, isso pouco importa na verdade. Em cada um deles há uma demagogia insana, uma hipocrisia enraizada no habitus de seus componentes, sejam eles cargos efetivos ou de confiança dentro ou fora da administração municipal ou estadual. As nossas piscinas estão mesmo cheias de ratos...

Política e educação

Neutralidade é uma palavra cara a todas às ciências, um subterfúgio criado, pode-se dizer, para eximir o cientista das consequências de suas pesquisas, embora eu não compactue totalmente com essa forma de pensar. Na ciência pedagógica, por outro lado, a neutralidade é um fantasma que muitos acreditam existir, embora saibamos que não exista. A questão é posta acima, como formar melhores eleitores? Oras, na escola?! Seria a escola o único lugar do aprendizado? Obviamente não.

Educação, já diz o ditado, vem de casa, porém a casa também recebe educação. Quem educa a casa, o lar? Quem educa pais e mães exauridos por uma jornada de trabalho, às vezes dupla ou tripla, que chegam em suas casas prontos para tomar um banho e descansar para se preparar novamente para outro dia extenuante de trabalho? E antes que alguém comece a dizer que “na minha época a gente dava conta”, é preciso recordar que sua época já acabou, assim como a minha também. Não estou desdenhando o passado, muito pelo contrário. O que não podemos é voltar a pensar que se deve viver para trabalhar, pois o trabalho pode ser uma coisa boa, mas também é origem de muitos males de nossa saúde.

Nossas casas sofrem influência direta dos meios de comunicação de massa, da programação televisiva, radiofônica e atualmente das redes sociais, da internet tão presente em nossas rodas de bate-papo e dispositivos celulares. Estamos conectados umbilicalmente com a informação via mundo digital e a oferta é tamanha que mal conseguimos produzir um conhecimento novo com tanta informação que nos é jogada diariamente.

Com tanta informação sendo oferecida aos quatro ventos a cada instante, cabe à educação escolar um papel importante, tão importante que, num país que se quer de primeiro mundo – e eu sempre tive minhas dúvidas sobre isso – a educação escolar é sempre a que mais sofre. A escola é um elo corroído pelo tempo, pelo desgaste político de décadas e por um descaso institucionalizado em cada novo governo. 

Reza-se uma cantilena que temos escolas do século XIX com professores do século XX trabalhando com alunos do século XXI. Há, contudo, muita discordância com essa verborragia. As mentes do século XXI estão empanturradas de informações rápidas que jamais conseguirão digerir por completo e não há aula ou professor que estimule quem não quer ser estimulado, isso é fato (coisa que não gosto de dizer...). Investir em educação é um gasto quando se pensa apenas em investir na escola sendo que, como já vimos, educação não é apenas na escola que acontece (aqui outro ponto para um debate maior).

Melhores eleitores surgem de melhores cidadãos, estes surgem nas escolas, mas não apenas nelas. Contudo, da forma como pensam em tratar as escolas e professores, retornaremos à cantilena citada acima sem muito esforço. É preciso ensinar as pessoas a pensarem por conta própria, a serem livres como sujeitos na busca por um mundo melhor onde se possa vislumbrar a paz individual e coletiva, algo bem distante desses acessos de raiva e ódio baseados no medo que se postula pelas redes sociais.

Educação, política e meio ambiente

Já dizia o filósofo Rousseau, que a criança deve ser educada para ser um cidadão. Ele também alertava que antes desse cidadão a natureza nos chama a Ser, a ser mais do que um cidadão acorrentado aos ditames da política nefasta e hipócrita que permeia nosso cotidiano.

Ontem pela tarde pude, com muita tristeza, vislumbrar uma cena lastimável sobre nosso rio Mãe Luzia. Da passarela via-se logo abaixo em suas águas sacos de lixo espalhados nas pedras, misturando-se ao limo que teima em sobreviver naquela água ácida. Por mais de cem metros em seu leito via-se lixo espalhado e não consigo sequer imaginar como foram parar lá. Juntamente a esse lixo pairava uma camada de gosma, talvez gordura de origem animal que se espalhava desde uns 300 metros antes da ponte até pouco além da passarela.

O descuido com nosso meio ambiente está diretamente relacionado com nossas práticas educativas, escolares e familiares, e também com nossas práticas políticas. Quantas e quantas vezes vimos alguma administração municipal preocupada com o meio ambiente? Talvez na década de 1990, como atestam alguns jornais da época (uma pesquisa rápida no Museu Anton Eyng e você encontra). Aliás, por se falar em museu, em cultura, este é outro pilar de nossa sociedade que está ruindo, abandonado...

Qual é a preocupação de nossos postulantes aos cargos políticos quanto ao meio ambiente? Ficaremos ainda nas eternas boas intenções sem resultados práticos imediatos? Ainda permitir-se-á que se construam edifícios às margens sufocadas de nossos rios? Ainda será permitido o esgoto ser jogado diretamente em nosso rio Mãe Luzia? Ainda teremos o nosso verde sendo surrupiado sem planejamento sustentável no ambiente urbano que se urbaniza cada dia mais? Até quando Forquilhinha vai aguentar crescer sem se desenvolver?

Finalizando...

E você, candidato e candidata a vereança, sabe realmente qual será sua função se eleito ou eleita? Você, candidato e candidata a vereador ou vereadora, seria ainda candidato ou candidata se seu salário fosse disciplinado pelo piso salarial dos professores? Seria ainda candidato ou candidata se recebesse apenas um salário mínimo? Você, candidato a vereador, candidata a vereadora, conhece a ideologia de seu partido político? Você sabe o significado ideológico e prático de sua sigla? Você sabe, caro candidato, cara candidata, que para legislar é necessário muita leitura? Você lê com que frequência? Sabe que ser vereador  ou vereadora não é arranjar exames de saúde ou caminhões de terra? Sabe que legislar significa olhar para o todo, para o coletivo, para além de suas convicções pessoais?

Se você que é candidato ou candidata não sabe de coisas básicas assim, deveria saber, deve saber. Se eleito ou eleita, procure se informar mais sobre essas coisas. Respeite a confiança dos votos recebidos e trabalhe com seus eleitores para que eles sejam melhores também e aprendam a não se vender. Há uma frase do Barão de Itararé que diz mais ou menos assim: “Quem se vende recebe mais do que vale”. É para pensar mesmo.



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sexta-feira, 15 de abril de 2016

La fiesta del 'impítima'!


 


E vai rolar a festa, dizem, da democracia, o que é difícil saber. Certo é que festa haverá. Embora saibamos que motivo não há. Afinal, porque comemorar a simples troca de peças no jogo que não permite o povo jogar, quiçá ganhar?

Suspiro...

Bem, a festa haverá, com toda certeza, faz parte do habitus brasileiro festejar sua própria tristeza, sua miserável desgraça. Ao fim, todos sabem, o tabuleiro continuará incólume e as peças continuarão a jogar. Engana-se, contudo, que o rei e a rainha mandam alguma coisa. Os verdadeiros mandantes articulam as peças, as regras, o tabuleiro e entre si decidem como funcionará o campeonato, sempre renovado.

 No fim de cada disputa uma festa maior e as peças já não conseguem mais enxergar com seus olhos de marionetes.

Suspiro... E festa haverá...

Bandeiras empunhadas, balões faceiros, patinhos fofinhos, folclóricos seres listrados e convicções à flor da pele. Haverá lágrimas nos cidadãos de bem e capas de revistas mirando o futuro da nação! Um otimismo comum brilhará nos corações mais ingênuos e suas prestações serão pagas com mais alívio. Afinal, o monstro maior foi afastado, agora lutaremos contra outros, dirão alguns editoriais bem intencionados...

Mudará o jogo, mudarão as regras e as peças, mas não mudarão os competidores, os donos das rédeas.

Alguns dirão: “Decepamos a cabeça da cobra!” É, porém, não se trata de uma pobre sucuri. A cobra é mais antiga e se apoia em mitos muito bem arquitetados para garantir um mundo que não seja transformado. É uma hidra que se enrosca por toda a sociedade e, no lugar da cabeça decepada, outras cabeças surgirão para nos amedrontar. Bem, o mais certo é tratar como um ninho de hidras e infinitas cabeças...

De toda forma, o mais certo é afirmar: a festa haverá. Pegue sua coxinha e sua coca, pegue mais outra e guarde no bolso e cuido seu bolso para não sujar. Envolva a coxinha no branco guardanapo, pois o bolos é lugar puro, jamais antro de sacrilégios lipidinosos!

De posse de seu estomago bem alimentado, pegue seu celular de última geração e faça aquela selfie que será recordada daqui um ano.

A festa haverá, essa é a certeza, só não sabemos em qual salão será.

A festa haverá, essa é a certeza, mesmo que não saibamos quem ficará bailando mais tempo.


Humm... É só imaginar: você não comanda o jogo, mas insiste em comemorar...
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domingo, 23 de junho de 2013

E o Gigante acordou?



E o gigante acordou, e agora?
E agora, o que fazer?
Agora que o gigante acordou?
Mas que gigante adormecido é este?
Que gigante adormecido era este?
que nunca o vi dormir?
Os que dizem tê-lo visto acordar,
talvez se enganem,
o gigante nunca dormiu
nem apagou, nem desistiu
Vocês que nunca o viram,
jamais o aplaudiram
ou sempre o ignoraram!
Vocês que agora o veem saibam bem:
quem sempre dormiu foram vocês!
Não precisa chamá-lo às ruas
pois as ruas são seus dias de trabalho,
as salas de aula, seus dias de passeio,
as fábricas, seus dias de devaneio
as câmeras, um insonso sonho...
Avante!
Hei a lutar!
O Gigante nunca dormiu!
E hoje te chama a acordar!

WF Morales - 23 de junho de 2013...

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Professor agora é bandido!!!

Professor agora é bandido!!!

 

Extorquir: quando você toma algo por violência, roubo

Concessão e extorsão

Os dirigentes do Sinte sairam desanimados da reunião com os secretários Marco Tebaldi e Eduardo Deschamps. O governo não acrescentou nenhuma nova proposição, entregou um documento com a posição final e deu prazo de 24 horas para deliberação dos professores.
Os líderes confirmaram que a reunião foi tensa. E ficaram decepcionados com uma expressão usada pelo adjunto Eduardo Deschamps. Ao enfatizar que só o governo tinha cedido e que negociação significa concessão, afirmou que o que os professores pretendiam era uma “extorsão”.
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É assim que o governo trata nossos professores, como “BANDIDOS” POR PEDIREM AQUILO QUE É DIREITO GARANTIDO POR LEI!!!!!!!!!!!!!!!!
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Típico da greve...



Alunos que só reclamam da escola, nunca estão contentes com nenhum professor e aproveitam o momento para criar comunidades no orkut com intuito de passarem a ideia de que estão perdendo com isso. Para quem não sabe, todos os direitos que temos hoje não vieram de graça. Nenhum governo se preocupou ou se preocupa como povo. Se temos férias, décimo terceiro salário, jornada de oito horas por dia é justamente porque pessoas lutaram por isso. LUTARAM!!! PESSOAS MORRERAM PARA QUE HOJE TENHAMOS OS DIREITOS QUE TEMOS!!!! CRIANÇAS PERDERAM SEUS PAIS, PAIS PERDERAM SEUS FILHOS, TUDO EM NOME DAS GERAÇÕES FUTURAS!!!!!

Ao invés de ficarem criticando a greve dos professores, aproveitem o momento para estudar, procurar na história o que significam dias como 1º de maio ou 8 de março. Aproveitem para estudar um pouco sobre os movimentos sociais, aqueles movimentos nos quais o povo cruzou os braços por um mundo melhor.

Aproveitem esses dias em casa para ouvirem seus pais sobre a infância e juventude que tiveram. Com certeza eles hão dizer-lhes que abandonaram a escola para trabalhar e o que o trabalho não era pouco! Com certeza seria melhor se tivessem estudado. Ou você prefere conversar com uma pessoa que mal sabe articular os pensamentos? E depois você ainda reclama do mundo e da sociedade? Faça-nos um favor: vá ler um bom livro, de preferência que não tenha um vampiro apaixonado...

Aproveitem os dias parados em casa e estudem sobre o que é cidadania e, se acaso ficarem no básico, CUMPRIR DEVERES E COBRAR OS DIREITOS, quem sabe entenderão que:

1º O piso é lei, mais que direito;
2º É dever do governo cumprir a lei como ela foi estabelecida;
3º Plano de carreira é direito do professor;
4º É dever do governo respeitar os direitos do professor!

Ainda, mais que tudo isso, se essa greve é tão extensa, a culpa não é dos professores, ou vocês irão dizer que 95% dos professores de Santa Catarina estão errados? Vocês tem internet e não pesquisam??? Dêem apenas uma conferida no blog do Moacir Pereira e perceberão que o governo nos chamou de bandidos!!! Sim, disse que queremos extorquir o governo.

Antes de criticarem seus professores (sei que alguns merecem), lembrem-se quem são a maioria nas escolas ( e verão que entre a maioria há muitos que são como aqueles mestres que vocês tanto odeiam).

Mas, em último caso, se essa greve está tão cansativa para vocês, cobrem dos seus pais que elegeram o governo que aí está. Se nossas escolas estão tão ruins, a culpa não é dos professores, temos parte, mas é pequena. Afinal, muitos professores como eu estudam todos sábados, sem poder reclamar. E quantos alunos lembram que há prova na quarta-feira? Quem se lembra do trabalho para entregar?

E novamente, a culpa cai sempre no professor, que, se é bom demais, é criticado, se é ruim demais, é criticado, se fala demais, é criticado, se fala de menos é criticado, se mostra que sabe muito é criticado, se mostra que sabe pouco é criticado, se ajuda é criticado, se não ajuda é criticado, se fica quieto POR DOIS ANOS ESPERANDO POR UM GOVERNO INCOMPETENTE, é criticado, SE FAZ UMA GREVE JUSTA AMAPARADO NUMA LEI E EM PROL DE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, é criticado.

Sabem de uma coisa? Reclamam demais. E toda essa reclamação às vezes me leva a pensar se vale a pena perder sábados, domingos e feriados, noites de sono, pegar chuva e ficar doente quando os alunos estão pouco se importando conosco.

Aliás, querem saber? Muitos alunos merecem os professores e as escolas que tem, pois não fazem nada além de manter o mundo exatamente como ele é: uma carro quebrado descendo uma montanha sem freios.

Me desculpem se fui exagerado em minhas colocações, mas é que a raiva acumulada só nos adoece e tudo que fazemos é nome da educação, dos nossos alunos e do nosso futuro. Me entristece saber que lutamos pelas gerações futuras enquanto os presentes preferem nos decepcionar.

Mas ainda tenho esperança naqueles que nos dão o sorriso e o abraços sincero como retribuição pela nossa luta!

Professor Wagner Fonseca, 08 de junho de 2011... indignado é pouco! 
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domingo, 15 de maio de 2011

Manifestação pelo piso nacional dos professores!!!!

Quarta-feira, 11 de maio de 2011...cerca de 10 mil professores estiveram reunidos no CentroSul, em Florianópolis para exigir uma coisa bem simples: que o governo do Estado seja honrado e cumpra a lei que garante o piso nacional dos professores!

Para aqueles que acham que ainda somos desunidos, está na hora de provar a todos que somos mais!!!

Segue abaixo algumas fotos que realizei no dia:

A chegada depois de algumas horas de ônibus

O local lotado demonstrava que muito mais do que os 5 mil esperados estavam lá...

Nossa manifestação foi pacífica




O braço armado do Estado...é assim que o governo atende os professores...polícia é pra ladrão!!!



Na assembleia olhares de alguns deputados...

Até helicóptero para cobrir os professores...medo do governo?

Pelas ruas da capital


Secretaria da Educação... segundo fontes, eles naõ esperavam tantos professores...

Meus colegas professores, Rosi, Andréia, Beto e Ruth...todo em busca de uma educação melhor!!!!
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sábado, 7 de maio de 2011

Dar a cara para bater




Dizia Victor Hugo que “vivem somente os que lutam”. Eis uma frase emblemática num país onde a “cordialidade” dita as regras. Mas, seria o povo brasileiro tão acomodado assim?
Quem estuda a história, e a nossa principalmente, sabe que todas as conquistas da humanidade foram resultado direto do embate pelo bem maior. O brasileiro, “gentil, porém aguerrido”, como diria meu professor de História do Brasil, Nivaldo Goulart, não é e nem foi diferente de outros povos. Na Roma antiga Espártaco, escravo e gladiador, liderou famosa revolta pela liberdade. Como resultado, foi crucificado. Mas isso não deve servir para nos amedrontar, pois, como disse Cecília Meirelles, “a liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que a explique e ninguém que não a entenda”. O próprio Rosseau disse que se há escravos por natureza é porque a força formou os primeiros e a covardia os perpetuou, logo, porque deveríamos continuar presos aos grilhões que nos sufocam? Até quando acreditaremos piamente nas sombras da caverna?
Hoje me deparo com uma situação delicada e ao mesmo tempo extrema. Nós professores enfrentamos batalhas diárias dentro e fora das salas de aulas. Alunos sem limites, pais sem tempo, diretores que, para defender seus cargos de confiança, esquecem-se que também são professores. Se não bastasse tudo isso, vivenciamos uma classe profissional que tem como símbolo a desunião. Nossas conquistas não são frutos da boa vontade política dos dirigentes da nação, pois àqueles interessa que o povos mantenha-se na ignorância política e intelectual. Afinal, caindo no lugar comum, conhecimento é poder. Decorre daí algo que muito enraivece: a posição contrária dos próprios educadores e diretores quanto à eleição do cargo administrativo das unidades escolares. Como eu, professor de História e Sociologia, posso ensinar aos meus alunos sobre democracia e cidadania se meus pares são contrários às eleições para direção? Há muita hipocrisia nem um pouco disfarçada em nossa educação.
Entretanto, esse não é o foco de meus argumentos nessas linhas. Foi preciso os ministros votarem o nosso piso salarial para que fosse aceito e, mesmo assim, o Estado de Santa Catarina nega-se a tal, motivo pelo qual minha classe profissional está se mobilizando numa investida por nosso direitos. E aí entra o grande problema: muitos educadores opõem-se a lutar pelo que é nosso por direito e isso me adoece. Enquanto alguns literalmente dão a cara a bater buscando o mínimo desejado à profissão, no caso salário mais condizente, grande parte se mostra alheia ao fato e, em muitos casos, desmerecendo aqueles colegas que decidiram paralisar as atividades durante um dia para lutar em favor de toda nossa classe.
Eu já perdi minha tristeza com meus colegas de vocação, começo a sentir raiva! Vê-los a discutir novelas e bigbrother na sala dos professores me enoja, simplesmente porque, ao puxar assunto referente a nossa luta, cabo sendo desdenhado. Enquanto continuar assim, não consigo imaginar um futuro promissor à educação. Infelizmente, o individualismo acumula vitórias diárias e corrobora cada vez mais para desarticular nosso movimento em prol de um futuro mais digno nas salas de aulas. O que prevalece entre os professores é a cultura do “eu”. Enquanto a cultura do “nós” permanecer relegada a segundo plano, as salas de aula continuarão a afastar os bons profissionais. Isso sem citar aquelas professoras que são excelentes donas de casa, ou aqueles professores que são excelentes vendedores. Criticar o sindicato? O sindicato somos nós, não os seus dirigentes! Como pode um professor ou professora criticar o sindicato se, em cada assembléia convocada da categoria, prefere ficar em casa limpando tudo ou ir cuidar de seus afazeres? A meu ver, esses ineptos não são merecedores das conquistas por aqueles que lutam pelas mesmas.
Convenhamos, como pode ser chamado de educador ou educadora alguém que tem nojo de seus educandos? Ou, como posso chamar de professor ou professora alguém que está em sala de aula mas jamais lê um livro sequer ou mesmo desistiu de estudar? Como diria Augusto Cury, é muito difícil lidar com um professor ou professora que desistiu de ser aluno.
Em meio a essa tarefa inglória, por vezes, desistir de lutar significa encerrar todas possibilidades vindouras de que dias melhores virão....      

Professor Wagner Fonseca, irritado..muito...06/05/11
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O problema político dos desastres brasileiros



Seu Madruga, símbolo do jeitinho brasileiro?


Não, não outra vez! De novo esse cara falando de política! Sim, só que dessa vez vou falar de um problema político, não dos problemas dos políticos partidaristas brasileiros, ou seja, nossos “representantes” na administração desse imenso país.
Bem, então porque falar de política sobre os desastres brasileiros? Aliás, que desastres estamos falando? Que tal focar os últimos alagamentos, cheias e enchentes que percorreram nossos telejornais no mês de janeiro? No Rio de Janeiro, por exemplo, ouvimos muito a rede globo(sta) enfatizar várias vezes que o desastre na região serrana tem muito a ver com a administração política do Estado, municípios e União. A partir daí vemos um vai e vem enorme de informações e acusações descabidas que não levam a lugar algum, muito menos amenizam a dor dos que passaram pelos deslizamentos de terra e daqueles que perderam tudo. Liga-se a tevê e novamente São Paulo embaixo d’água, Santa Catarina embaixo d’água, pessoas morrendo, moradores queimando ônibus em sinal de revolta (como se isso fosse mudar alguma coisa), deslizamentos da BR-101. Até quando vamos ouvir e ver isso acontecendo? Pelo menos nós encontramos o vilão de tudo isso: aquecimento global! Eu, particularmente, não acredito no aclamado aquecimento. Muitos cientistas também não. Logo, de quem é a culpa? Ora, meus amigos, dos políticos brasileiros! E quem são eles? Vamos relembrar.
Política, do grego pólis, a cidade-Estado grega, na qual viviam os cidadãos, pessoas de direito. Quem são os políticos hoje? Cada cidadão e cada cidadã brasileira, ou seja, cada um de nós! Nós somos os culpados diretos por todos os problemas que vem ocorrendo nesse país!
Nós escolhemos representantes que não nos representam, nós invadimos áreas inóspitas para morar, somos pobres, Deus, o que faremos? Vamos morar embaixo de alguma ponte ou viaduto? Onde estão as políticas habitacionais para o povo sofrido desse país? É óbvio que vamos morar às margens de córregos e rios e fatalmente seremos levados pelas águas das chuvas! Com certeza subiremos os morros e desceremos nos deslizamentos, porque não queremos mais morar nas ruas! Nós preferimos facilitar tudo, dar um “jeitinho” em tudo, faz parte da nossa cultura, infelizmente, mas é algo que precisa ser extirpado do nosso jeito de ser.
Furamos fila, furamos o semáforo, andamos na contramão, pisamos na grama, gastamos dinheiro escasso em futilidades e ainda queremos ter a razão em tudo. Rimos da desgraça alheia, rimos da própria desgraça e ainda pedimos por respeito! Perdemos um tempo sagrado em frente a um programa estúpido com pessoas estúpidas chamado bigbostabrasil. E apesar disso, ainda queremos ser respeitados. Pessoas ainda choram pelos seus familiares e mesmo assim já entramos no ritmo do carnaval.
São esses os políticos brasileiros, que moram um ao lado do outro, mas falam-se pelo celular. Colocamos todas nossas individualidades no limiar do nosso ser em detrimento de um sentimento coletivo maior. Ser único, cada um já o é, e individualismo é uma coisa necessária para nosso crescimento enquanto seres que buscam ser melhores a cada dia que passa. Ao invés disso, buscamos um crescimento material estapafúrdio que está desgastando o lugar em que vivemos.
Logo estaremos sediando uma copa mundial de futebol e as olimpíadas. Mais pão e circo para o povo e novamente veremos somente o que nossos olhos querem enxergar: o espetáculo emudecedor da mídia a ditar nossos pensamentos. Não veremos as coisas escondidas por debaixo dos panos do circo que se tornou o esporte mundial e ainda há os que batem palmas para esse país que será a sede desses eventos. E com qual estrutura vamos contar? Será que nossos parlamentares cederão parte de sua riqueza para a construção, adaptação e reforma da estrutura necessária?  
Eis alguns dos vínculos existentes entre nossa atuação política e os desastres que aqui acontecem. Quando ouço falar em cultura brasileira sinto calafrios. Num calor tropical de 40° ainda vemos pessoas usando terno e gravata porque dizem que é o correto. Caramba, isso nem tem espaço num país quente como o nosso! Apenas aceitamos isso pela nossa “inferioridade” de mentes colonizadas há mais de quinhentos anos! É decepcionante!
Enquanto levarmos o nosso barco na direção da cópia pura e fiel dos ditames estrangeiros não conseguiremos ter uma cultura própria e nacional. Globalização? Para quem e por quem? Somos esmagados e aplaudimos! Precisamos aprender a pensar, precisamos aprender política, precisamos aprender tolerância e rever nossos valores. A mídia televisiva, impressa e o rádio não podem mais ser nossos moldes de vida e comportamento! Eles nos distraem e nos emburrecem no nosso papel de cidadãos que deve ser sempre ativo!
O mundo está aí, para quem quiser. Desastres aconteceram e sempre acontecerão, não podemos evitá-los. Os rios cobram suas margens e temos que aceitar esse fardo que criamos para nós mesmos. Ou revemos nosso modo de viver, nossos sistemas econômicos e produtivos, ou a natureza vai continuar cada vez mais cobrando o que seu por direito.
Sejamos seres políticos e conscientes de nossos atos.

Wagner Fonseca, 27 de janeiro de 2011
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Socialismo, Capitalismo, Sucesso...

Essa é a respota que dei para um email que teimam em me enviar...Um crítica sobre o socialismo, como se o capitalismo fosse melhor...Não, não sou marxista, estou mais para outra coisa, mesmo assim curto Marx. Mas isso só porque o conhecimento é minha meta.




A resposta abaixo foi feita ao texto que segue abaixo dela.


Já recebi esse email e, é óbvio que não concordo com o exposto...é o mesmo que dizer que o capitalismo não trouxe nada de bom a sociedade humana.
Tá na cara que trouxe muita coisa boa, como a competição exarcebada, o individualismo sem limites, a busca incessante pelo lucro e, claro, não poderíamos deixar de falar da exploração humana sem precedentes e da destruição da natureza como nunca se viu...

Ah, é claro que o socialismo não faria melhor, afinal, somos seres vivos baseados na "seleção natural", sobrevive o melhor adaptado, o mais forte, e que se foda o resto... afinal, vamos todos pro céu após a morte, não é? Então, porque se preocupar com os outros, com o próximo? Que se dane o próximo!!! Não é?

O mais importante continua sendo o sucesso, Sucesso, SUCESSO!!!! Eu cansei disso!!! Só se fala em sucesso, em mérito, em recompensa!!!!! E ainda defendem esse sistema que esmaga os que nao conseguem se "adaptar", destrói lares e famílias porque é preciso estudar cada vez mais, trabalhar cada vez mais, qualificar-se cada vez mais em busca da chamada estabilidade financeira!!!!

Estamos destruindo o mundo e continuamos incessantemente buscando o lucro!!! Estamos descaracterizando a noção de humanidade e nos rendendo a tecnologia massiva diariamente e ainda defendemos esse sistema!!!!//????

O socialismo vai nos salvar???
NÃO!!!!!!!

Porque a cada dia que passa o que mais vejo é um ser humano que se torna mais e mais mesquinho!!!

E como ainda podem falar em Deus, igreja, Cristo e religião?????!?!?!!?

Se defendem com unhas, garras e dentes um sistema escroto que, em nome das individualidades, massacra fisicamente e psicologicamente milhões de pessoas!!!!

Tudo em nome do sucesso, "vencer na vida", recompensas!!!

Nossa recompensa é acordar todo dia prontos para uma nova batalha, não uns contra os outros, mas uns com os outros na busca por um mundo melhor! Porém, continuamos a defender os valores atuais como se fôssemos o ser mais perfeito, como se fôssemos seres superiores!!!

Me desculpe se em algum momento fui grosseiro, mas é que não suporto mais esse tipo de conversa.

Eu tive uma infância feliz e ingênua como deve ser. Hoje jogam nossas identidades e memórias no lixo, desumanizam nossa integridade, distorcem a noção de tempo e jogam em nossa cara lixo como se fossem os verdadeiros valores a serem seguidos!

Quero ser mais humano. Não quero repetir na vida real as bárbaries que a ficção já mostrou no cinema.

Vou lutar até o fim de minha vida por um mundo melhor e jamais me curvar às ideias do tipo que saõ expostas no texto abaixo.

Quando eu era jovem acreditava nos valores perpetuados pela igreja. Hoje vejo a igreja rebolando para poder rever seus conceitos.

Chega de lucro, de sucesso!

Eu quero um mundo mais justo e igual, um mundo sem medo e sem vergonha de ser feliz!

QUERO UM MUNDO SEM AUTORITARISMO! Um mundo onde cooperar seja mais importante que competir!

Isso é possível???

Talvez não, porque ideias como as difundidas no texto abaixo se avolumam cada vez mais nas pobres mentes menos articuladas...

Em nome do sucesso e das recompensas tudo é feito. Alma virou artigo de luxo e, se há um inferno para onde vão os desqualificados, pode ter certeza, o trono de Satanás vai ser disputado até ele perdê-lo. TUDO EM NOME DO SUCESSO!!!!

Abraços Gil!

Sabes que apesar de tudo eu sou uma pessoa de um coração enorme, com um espírito maior ainda e ideias que voam mais longe do que minha imaginação pode alcançar.

Ser humano até o fim!!!!

Até o fim!!!!!!!!!!


SIMPLES E MUITO BEM EXPLICADO...


Um professor de economia na universidade disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.


Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.


O professor então disse:


- Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe.. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam “justas”.


Com isso ele quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...


Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.


Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.


Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por “justiça” dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.

Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para total surpresa!!!

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.


"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."


JÁ VIMOS ESTE FILME POR 8 (OITO) LONGOS ANOS... E ESTAMOS PRESTES A VÊ-LO POR MAIS 4 (QUATRO)!!!


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domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma Roussef eleita presidente do Brasil


Pois é, hoje, 31 de outubro de 2010, a maioria dos eleitores brasileiros elegeu Dilma Roussef como a nova chefe do executivo nacional. Meu voto ela não levou e também não tem minha simpatia, porém, é óbvio que o Serra também não tem minha simpatia e muito menos levaria meu voto. Segui meus princípios e anulei meu voto. Sim, anulei meu voto outra vez, não tive chance nem oportunidade. Foi o meu espírito anarquista falando mais alto. Você acha que eu fiz errado? Errado fazem milhões de eleitores que nem sabem ao certo o porquê de votarem em alguém.

Agora temos mais quatro anos para nos esbaldar com as reportagens da Veja que fará de tudo para incriminar esse novo governo (não tão novo) que se iniciará em janeiro de 2011. Veremos quilos e quilos de reportagens na Globo contrariando, denunciando e, principalmente, desqualificando o governo de "esquerda" do PT. Porque é exatamente isso que tem sido feito nos últimos oito anos no Brasil: um MASSACRE IDEOLÓGICO sobre a esquerda brasileira, um massacre a ideia de política e democracia!

Que democracia é essa na qual os candidatos possuem tempos diferentes na propaganda "gratuita" eleitoral? Se fosse gratuita realmente e democrática ao pé da letra, cada candidato teria o mesmo tempo na televisão. Mas isso seria muito perigoso! Ainda há os que lutam pelo "sonho" comunista, socialista ou mesmo aqueles que querem apenas um Brasil melhor sem se aliançar a algum "ismo" diretamente.

Você já pensou como seria mais interessante a propaganda política se cada candidato tivesse o mesmo tempo para falar? E melhor, se não houvesse produção cinematográfica, apenas os candidatos com um fundo simples? Poderia ser a bandeira do Brasil, pronto! Aí sim veríamos ideias de verdade! E também, que fossem apresentadas apenas propostas, nada de difamação alheia! Para difamar os outros temos o telejornalismo, tão eficiente em suas matérias capazes de controlar a mente do povo! Além, claro, da internet e todos os emails, powerpoints e tubevídeos capazes de dissuadir qualquer mente pouco articulada.

Então, essa nossa democracia é falha, mas é a que temos, gostemos ou não. Podemos melhorá-la, se quisermos. O que não podemos é continuar com o malfadado discurso de que "política não presta", "que todo político começa com boas intenções mas se corrompe quando chega lá em cima". E ainda se dizem apolíticos! Ignorantes! Se são apolíticos então são inumanos, pois a política permeia praticamente toda atividade humana.

Precisamos aprender mais sobre política e se possível ensinar até os mais velhos, esses que continuam com imagens e ideias cristalizadas sobre as coisas do passado que já acabaram. Novos tempos novas ideias. É ruim tirar o chão de quem já viveu muito, mas é melhor caminhar rumo ao fim sabendo mais das coisas que viveu.

Por outro lado, temos nossos jovens tão desligados das coisas mais importantes da vida...Bah, que mentira!!! As coisas mais importantes são as baladas, os namoricos, carros, sexo (bom, isso é importante sim...rsrsr), as novas tecnologias. Nada de lutar por um mundo melhor. Bom, lutar muitos lutam: vão à igreja rezar, fazem campanhas de caridade, etc. É um tímido começo, muito tímido mesmo, mas quem sou eu para julgar isso? Também faço minha parte em sala de aula.

Bom, vou deixar as outras ideias para outro momento. Agora precisamos é cobrar os quatro anos vindouros. Eu estou é mais preocupado com a administração do meu Estado, Santa Catarina.

E Dilma, o Brasil inteiro tem o dever de cobrar. Mudanças virão, o que é normal. As guerras políticas também continuarão, assim como a acefalia política generalizada. Enquanto isso, nós professores, em sala de aula continuaremos nossa árdua tarefa de humanizar, conscientizar, orientar nossos alunos rumo ao conhecimento. Se é que realmente conseguimos tudo isso...

Concluo com um pensamento que sempre divido com meus alunos: "Quem lê bem, escreve bem. Quem lê bem, escreve bem e pensa bem. Quem pensa questiona. Quem questiona não aceita as coisas simplesmente com elas nos são postas".
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sábado, 23 de outubro de 2010

Riqueza pra quem cara pálida?!





Justificar a riqueza ou a propriedade baseando-se na ideia de que o trabalho é algo bom, é no mínimo uma bárbarie.
Quem ousa difundir suas ideia entre crianças carvoeiras do Centro-Oeste? Ou à uma mãe, viúva ou solteira com dupla ou tripla jornada de trabalho?
Justificar a riqueza e a propriedade de alguns utilizando-se de mote teológico é, no mínimo, perigoso. Porque sempre ouço as pessoas dizerem que dessa vida nada se leva e, talvez, seja por isso que tanto consomem e tanto prosperam: é preciso aproveitar ao máximo as benéficies da vida terrena, ois, ao que tudo indica, do outro lado nada disso haverá.
Justificar a riqueza de uns poucos ante a grande maioria e balbuciar palavras de ordem ecológica é, no mínimo, também, uma grande hipocrisia.
Ao meu ver, enquanto houver ricos haverá pobres. Difundir a riqueza é impossível, pelo menos em nível material. Do outro lado, difundir a pobreza é também um grave engano. Igualdade social se torna um imperativo tão recorrente e extremamente necessário para a própria preservação da espécie humana.
24/09/10
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Por que os jovens não se gostam de Política?


E porque gostariam? Há algum motivo que lhes faça aproximar-se da Política? E isso acontece porque a visão que os jovens tem da Política é a mesma cristalizada pelo senso comum: uma coisa chata, torpe, vil, sinônimo de sujeira e falcatruas. E do jeito que a mídia tem moldado as mentes juvenis, inculcando-lhes valores cada vez mais individualistas e destituídos do caráter moral e ético tão necessário a nossa sociedade, o exercício da democracia e da cidadania tende a ser sufocado pelos de cima da pirâmide social brasileira. Aliás, para os que dominam é muito mais interessante manter nossos jovens alienados e distantes dos debates públicos. Pensar é um exercício de liberdade, e quem pensa questiona.
Recentemente uma aluna em sala de aula me disse que seu pai era contra o professor discutir política em sala de aula e ela concordava. E aí está o problema, as pessoas não querem discutir, querem apenas ser donas de sua opinião, mas como podem se julgar donas da opinião “Eu não gosto de política!”, se essa vontade é coletiva? Quando não conheço algo por completo eu procuro saber o máximo possível para poder emitir o meu parecer sobre. E é justamente a falta de conhecimento sobre o que é Política que faz nossos jovens se distanciarem tanto. A mídia, como um todo, corrobora com esse distanciamento, pois é feliz em mostrar apenas os pontos negativos da atuação Política. Porém, é preciso que nós professores lutemos para reverter essa situação.
Num outro debate em sala de aula, sobre educação e cidadania, a discussão transcorreu naturalmente para o tema Política, ao passo que uma aluna me inquiriu o porquê de estarmos desviando o rumo do debate. Esse foi o motivo desse pequenos texto: ela alterou-se porque odeia Política, que é algo chato na opinião dela, que é como religião, não se discute. Mesmo que eu tentasse discutir o assunto e mostrar a relação entre Política e Educação, o sinal da próxima aula me impediu. Restou-me aproveitar o calor do momento pata tecer essas linhas.
Enquanto atuação Política for entendida como algo chato, nosso povo continuará ignorante. Nós professores precisamos trazer o debate para as salas de aula e mostrar que Política, Democracia e Cidadania são atitudes diárias. Há diferenças entre o que é Política e o que é politicagem, assim como a Liberdade é diferente da libertinagem. Precisamos entender que a democracia e cidadania vão muito mais além do simples ato de votar. E que a Política é tão inerente ao viver humano quanto qualquer outro ato.
Prof. Wagner Fonseca, 05/10/10
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Voto consciente: e isso existe?

Pois é, cá estava eu a pensar com meus botões se é possível fazer do voto um instrumento real de cidadania e democracia. Carros decorados vejo aos montes. Seriam árvores de natal? Uma analogia direta aos "presentes" ganhos em época de eleição? Seriam carros alegóricos como em desfiles carnavalescos, denotando a brincadeira que se tornou nossa política? Ou seriam carros de circo com palhaços ao volante?
Mas, em quem votar realmente? Numa carreata que passou aqui em minha rua, do candidato da situação ao governo de Santa Catarina não havia nenhum carro velho, somente carrões. Repito: C-A-R-R-Õ-E-S. Isso significa alguma coisa? Só se for muito ignorante para não perceber. É óbvio que não tinha carro velho na carreata para ninguém acusar a distribuiçãod e gasolina! Há! Há! Há!



Bom, mas você vai votar não é? Então, se não sabes em quem votar, ou pior não sabes porque vai votar em determinado candidato, ou pior ainda, vais votar naquele que te comprou, faça antes um breve pesquisa e reflexão:

1° - Qual a ideologia partidária de teu candidato? Não sabe o que é ideologia? São os ideais que o partido dele defende.

2° - Teu candidato comunga os mesmos ideais do partido? São os mesmo ideais que você defende?

3° - Qual a história de vida política do teu candidato? Como é sua vida pública?

4° - Qual a posição do teu candidato em relação as mazelas da sociedade? O que ele pensa sobre questões políticas, sobre economia, sobre corrupção?

5° - Qual o grau de instrução de teu candidato? Isso pode ser importante ou não, depende também de teu próprio ponto de vista.

6° - Teu candidato ofereceu algo em troca de voto? Cuidado, boas e más intenções podem ser encobertas com as mesmas propostas.

7° - Teu candidato, em caso de deputado estadual e federal, é de tua região? Se não, como poderás cobrar as benéfices que o mesmo poderá oferecer para teu lugar? É algo para se pensar também, embora saibamos que política não pode ser restringida ao fator regional.

8° - Teu candidato vem de família com tradição política? Então procure saber o histórico da família.

9° - Teu candidato está tentanto se reeleger? Então procure saber o que ele fez durante seus quatro anos de mandato.

10° - Ficha limpa. Se a lei não dá conta, pesquise para saber dos processos, pois nem todo processo pode ser concedido como maléfico. Nossas leis são repletas de caminhos tortuosos. Mas vale pesquisar.

É isso ai pessoal! Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...