terça-feira, 28 de julho de 2009

29 de junho de 2009

O universo conspira diferente para cada um. Encontrar a felicidade trata-se, ante de tudo, de encontrar a si mesmo. Buscar-se, rever-se, olhar-se, sonhar-se, querer-se. O universo modela-se e remodela-se. Não podemos ficar parados. Mas devemos apreciar cada instante, cada alegria e cada dor e aprender a crescer com cada um destes momentos. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

22 de junho/09

Longos dias, vazios commpletos
por horas e horas
horas de agonia
Noites em claro
Os sonhos me sussurram
uma triste melodia
Sou esse que chora
e fui aquele que sorria
Sou hoje quem implora
que possa haver nova alegria
O espelho me retorna
uma imagem decadente
não de repente... Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Desemprego, Depressão, Desânimo...

Fiquei desempregado de 8 de maio até o final de junho....e como consequência, quase pirei geral...Minha agenda está cheia de palavras tortas...mas vou expor aqui alguma coisa que escrevi...

"Linhas vazias
mente cheia
cheia de vazios
sonhos mortos
sonhos irrealizáveis
sonhos são coisas sem valor
Mas como viver sem sonhar?
Como viver sem sonhar?
Como viver sem sonhar?!
Meu coraçao dói e eu não suporto mais!
Tanta decepção, tanta contrariedade, tanta ilusão
desespero
vou jogar tudo nessas linhas
A data não importa, são sentimentos antigos que me acompanham
são sementes malvadas que ganharm forças com a morte dos meus sonhos
Meus sonhos apodreceram,
eu não amadureci
Passei de adolescente a velho decrépito
minhas forças esvaem-se e minha inspiração é sufocada pelo vazio
Eu queria acreditar que é obm sonhar, mas não consigo
eu ouço as notas musicais e sinto mais dor
Imagens não me comovem
penso se sou o pássaro que se acostumou à gaiola
ou se sou a grande montanha diluída pela força da erosão
Tudo de bom em mim parece que sucumbiu a indiferença
Não restou nada do jovem dos retratos, se nao restou, o que sou?
Ninguém. Nada
Não causo mais alegrias a ninguém e começo a perder meu amor próprio.
Será esse meu fim?
Amargurar-me por décadas em falsas felicidades embebidas em algumas vezes pelo carinho do álcool?
Quero escrever, mas minha mão dói
a poesia foge de mim
a música morreu em mim
o sonhos selou seu fim
o que devo fazer?
E além de tudo, não consigo por pra fora essa dor, esse sufoco.
me dói mais ainda ver essas páginas em branco
minha vida está repleta por essas páginas em branco
onde estão minhas ideias?
Meus atos, minhas ações, meus desejos malvados
e sentimentos que aparecem sem ser convidados!
Paixão, amor, raiva
desprezo, angústia,
vazio e paixão
e cores desbotadas
e sorrisos amarelos
Eu me cansei dos meus velhos discos
ainda ouço velhas canções, mas dia-após-dia descubro novas e tristes melodias
que me preenchem comc erta alegria - deve ser harmonia
Não,
não gosto desse barulho escroto acéfalo da tevê
odeio essa demagogia hipócrita
odeio essas risadas supérfluas
Não sei mais o que fazer com tantos gigas de informação
Eu, que tive uma infância feliz e uma adolescência tão normal
porque eu mereço passar por tudo isso?
Seria mais feliz se fosse ignorante?
Eu não sei...
O que sei é que não tenho mais com quem conversar.
Prefiro e preciso destas linhas vazias e seu consolo
as páginas em branco são carinhosas e benfeitoras
exprimem uma sensação harmônica de completude
as linhas me permitem alçar um voo mais seguro,
pode não ser calmo todas as vezes
Grande coisa,
as linhas também aceitam tumultos
Muitos ofendem as linhas
porém, elas resistem
esses espaços vazios são fortes
por mais que tentem tirar o aconchego das linhas
elas continuam incólumes
Ninguém pode roubar o seu perdão
Das linhas só podemos aceitar seu carinho benfeitor
O laço apertado da croda despreende-se facilmente do pescoço
quando as linhas se oferecem
Punhos não são cerrados
pulsos são mantidos quentes e vivos
e corações não param de pulsar
linhas vazias quee vocam
dor e compaixão
mas que trazem rimas coloridas de meios tons apaixonados
Eu, deitado, me absorvo no frescor dessas linhas
Elas não me julgam pelo meu erro de atropelá-las
Elas me permitem fingir alegrias
Afugentam lágrimas doces e devaneios de morte
de morte
é noite e estou carregado e essas linhas aceitam esse desabafo
Monólogo de carestia,
Miséria de difamações funestas
as linhas aceitam
as linhas amam
Páginas vazias me seduzindo
como musas esperançosas de meu olhar
de minhas palavras
Palavras curvas no equilíbrio destas páginas
me absorvo em aceitação
suplico absolvição
E sinto compreensão
e sint gratidão
As linhas me absolveram
As linhas me libertam
Não posso prometer-lhes nada
Mas posso agir com cautela
e parar um pouco
um pouco
pouco
quase nada
mais...

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Monólogo monocromático de cores diluídas



Meus sonhos desvaneceram sob as ruínas amargas da decepção. Eu tive lágrimas, mas elas se fossilizaram. Dentro de mim, a chama da mudança apagou-se. Eu olho para o mundo e vejo apenas embalagens vazias e me questiono: será que são meus olhos que estão apagados? Meus sonhos que morreram ou eu que os abandonei? Talvez meus espelhos apenas estejam sujos por puro relaxamento.
Eu gostaria de acreditar na força dos meus sonhos, mas como eu posso fazer isso se não confio na sua realização?! A sociedade é suja, eu sei, e é dessa sociedade que nascem os nossos sonhos. Logo, nossos sonhos também são sujos.
Eu estou cansado desses sonhos materialistas. Também estou cansado de tanto idealismo moribundo e utopias distantes. Minha liberdade restringe meu egoísmo, minha ambição, a minha oportunidade de me inserir nessa demagogia hipócrita do nosso mundo. Eu poderia ser igual a esses milhares de livros de duas capas, mas prefiro não misturar as histórias. Não é fácil para mim aceitar essa suposta igualdade, essa igualdade tragicômica de anseios pútridos, acéfalos. Eu vivo essa dicotomia maldita constantemente. Mas prefiro ter meus princípios objetivos e à flor da pele, sempre me relembrando que a melhor noite de sono é aquela de consciência limpa. Por pensar assim, meus sonhos feneceram em desalento. Se eu pudesse chorar, talvez eu expurgasse esse amálgama de imensidão vazia.


Às vezes eu me permito sorrir, não por falsidade, mas por tentativa de encontrar uma ilha em meio a esse mar revolto. Eu deixo as ondas me abraçarem, sua força benfazeja me alivia dos desencantos.
Uns me dizem para eu procurar meu próprio túnel e lá encontrar a luz, a pequenina e frágil esperança que pode me manter na ativa. Mas meus olhos fecham-se à noite e me entrego ao sono como forma de fugir. Os pensamentos surgem do nada e com força suficiente para me macular. Durante algumas horas eu deixo de existir plenamente e entrego meu inconsciente ao onírico. Num mundo onde eu não sou mais eu, num mundo que se oferece como realidade, eu encontro um pouco mais de vivacidade. Esse suposto mundo colorido preenche o vazio com o abstrato de desejos impossíveis. Pela manha eu retorno ao mundo de sempre e relembro que minha adolescência não me permitiu amadurecer. Acabei apodrecendo antes do meu amadurecimento. Tombei ao chão como semente, cresci como árvore torta e casca grossa. Não produzo frutos, apenas sementes; não produzo flores, apenas sombra.
No fundo, eu preciso apenas concentrar a força dos sorrisos alheios que me oferecem as suas alegrias. Não preciso da falsidade, mas preciso aprender a converter sua amplitude. Meus espelhos precisam ser limpos e minhas gavetas arejadas. Eu preciso de mim.
Wagner Fonseca – 20 de junho de 2009
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