quarta-feira, 6 de junho de 2012
Profundidade rasa
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Wagner Fonseca
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domingo, 27 de maio de 2012
Os sonhos de todos nós ... devaneios
(devaneios de um domingo a noite...)
Tenho refletido sobre nossa capacidade de sonhar
nesses últimos dias. E isso veio após discutir com meus alunos um texto que questionava
o fato dos jovens de hoje sonharem pequenos. Ao mesmo tempo o texto informava
que os adultos estão conformados e já não sonham mais. O que pensar sobre isso
tudo?
Qual o maior sonho dos pobres? Até ontem eu dizia que
o maior sonho dos pobres é ser rico. Bem, numa discussão na faculdade ontem
mesmo precisei rever isso. Que tipo de rico o pobre quer ser? Aliás, ser rico
mesmo ou famoso? Porque o maior meio de informação para os pobres em geral
ainda é a televisão e nela vemos os famosos. Ricos? Até bem pouco tempo atrás
nós nem imaginávamos existir um brasileiro chamado Eike Batista. Muito menos
que ele é um dos mais ricos do mundo. Ricos de verdade não se mostram, são
reservados e, a meu ver, estão corretos. Quem precisa saber quem realmente somos
ou o que temos?
Os pobres sonham então em ser famosos? Ou sonham com a
vida difundida pelos artistas nas telenovelas? A vida dos ricos como ela é?
O que sonhamos nós, reles mortais?
Os sonhos são os mesmos para as mesmas gerações? Pessoas
de regiões diferentes do país sonham coisas diferentes?
Pedi aos meus alunos que escrevessem sobre isso, os
adolescentes e seus “sonhos pequenos”, sobre seus heróis e seu futuro. Seis
turmas, 200 alunos. Resultado: a maioria concordou que “eles” (porque não
escrevem “nós” quando se referem a si mesmo?) sonham pequeno. Mas vou contar
uma coisa: leram um texto que diz isso e pouquíssimos contrariaram o autor, e
porque será? Lhes falta ousadia? Brio? Força de vontade ou mesmo criatividade,
imaginação? Como é difícil expressarem uma opinião própria! Apenas reproduzem,
se aquietam, se calam e aceitam como normal. Às vezes instigo-lhes de forma
mais teatral (ou seja, encarno a maldade em mim e despejo neles...rsrsrsr) para
ver a reação. Poucos reagem. O que tem acontecido com nossos jovens?
Sonhar. Terminar os estudos, um curso técnico, um
salário de mil e setecentos reais (imaginem só: solteiros, ganhando “tudo isso”,
curtindo as baladas, construindo a sua vida, nenhum compromisso com ninguém, só
curtição!), para que coisa melhor?! Quiçá uma faculdade para ter o diploma e
quem sabe ganhar um pouco mais. E no fim, prazer, puramente prazer. Parece que
máxima expressão de sua felicidade se embasa nessa busca pelo prazer. Epicuro pensaria
o que sobre nossos jovens? Ousaria dizer-lhes para serem moderados? Felicidade se
tornou ideologia, doutrina, ditadura!
Quem sonha alto? O que é sonhar alto? Ter uma casa, um
bom emprego, a companhia dos amigos e familiares, o que mais alguém pode querer?
É errado desejar “só isso”? Milhões de pessoas não possuem um quinto disso e
jamais poderemos afirmar que seus sonhos são pequenos em relação a isso.
Na verdade o que devemos nos questionar é: quem são os
jovens que sonham pequeno? Ou, o que é sonhar pequeno? O que é sonhar grande?
Grandes causas: mudar o mundo? Quem disse que o mundo
precisa ser mudado? E quem disse que o ser humano precisa ser mudado também? Se
até as pedras não são as mesmas em toda sua existência, porque teimamos em
dizer que precisamos realmente mudar?! Mudar o que, para que e para quem, isso
é a grande questão. Desejar isso é sonhar grande? Desejar ter apenas uma vida
simples e cômoda é algo pequeno? O que pode ser melhor do que ter a presença
dos que amamos e nos amam ao nosso lado? Será egoísmo desejarmos isso enquanto milhões
morrem em guerras, de pestes, fome? Ou, como dizem alguns alunos, “o que posso
fazer por aqueles que morrem de fome na África”? “O que posso fazer pelas crianças
que morrem nas guerras”? São essas questões que muitas vezes ouço de meus
alunos. O que posso responder-lhes? Dizer-lhes para rezar por eles? Bem, aposto
que muitos rezam e já vem fazendo isso há milhares de anos e na prática não
vemos acontecer nada. Pensar bem na hora do voto? O que muda meu voto se não
muda o sistema? Lutar contra o sistema? Lutar até quando? Lutar como? Lutar contra
quem? Contra qual sistema? E o que é lutar? É digitar frases revolucionárias
nas redes sociais? É escrever um texto como esse achando que vai influenciar
alguém? É postar alguma imagem chocante nas redes sociais? Lutar contra o
sistema apoiando-o descaradamente e, pior ainda, injetando-lhe mais lucro
através de um consumo insano de todas suas mercadorias? Ou seja, lutar contra o
sistema usando roupas caras, maquiagem cara, corte de cabelo caro, calçados
caros, ouvindo a música produzida pelo próprio sistema, comendo e bebendo o que
o próprio sistema oferece? Como lutar contra o sistema se nós o alimentamos com
nossas lutas? O alimentamos com nossos sonhos que são a base desse sistema que
diz que temos que ser felizes e inculcamos em nossas mentes que só seremos felizes
se pudermos ter um bom emprego, uma boa residência fixa, saúde e paz? Seremos felizes
conhecendo outros lugares e pagando para que isso ocorra? Se pagamos é porque
consumimos, logo, consumimos os lugares, consumimos o espaço e assim alimentamos
o sistema com nossa felicidade. Mas somos felizes! “Meu sonho é conhecer vários
lugares, viajar pelo mundo!” Novamente, consumir o mundo, pagar por tudo isso. Sonhos
altos, consumo alto, e o sistema continua a nos consumir também. E aí, que
mundo queremos mudar? Para quem? Para que mudar esse mundo? Para que eu não
possa mais consumi-lo ou para que ele não me consuma mais? Talvez seja por isso
que o maldito conformismo seja algo tão razoavelmente grandioso. Por que desejar
tanto e tão alto?
Os condenados sonham com a liberdade. Os libertos
estão presos a sua própria liberdade.
Os que não sonham não precisam de objetivos?
Os adultos estão conformados mesmo?
É errado aceitar as coisas como elas são de vez em
quando?
Nossos pais vem de uma época difícil lutaram muito ao
seu modo para que pudéssemos estar aqui hoje. Então porque dizemos que eles
deixaram de sonhar? O que fez o mundo com os seus sonhos? Eles venceram
dificuldades, crises econômicas, ditaduras, inflação, a distância entre a
informação e suas vidas. Largaram a escola quando sonhavam serem médicos, veterinários,
dentistas e advogados. Liam as suas histórias em quadrinhos e queriam ser como
seus heróis. Seus pais muitas vezes não eram seus heróis. A lida árdua da vida
no campo da grande maioria da população brasileira também criava homens rudes.
A violência familiar no campo nunca foi algo escondido
realmente. As crianças tinham poucos direitos, os adolescentes também. Do outro
lado, tinham inúmeras responsabilidades que os faziam crescer aprendendo muitas
coisas, às vezes aprendendo profissões. Liberdade? Tinham sim, mas era algo
diferente de hoje. Amadureciam biologicamente mais tarde, como ouvimos em
relatos. Namoro, gravidez, compromisso, família, tantas questões distintas da
atualidade. E “todos estão vivos”. Quantos primos, tios, avôs ouvimos falar
sobre as surras que levavam porque faziam alguma “arte”? E mesmo assim não os
ouço “bestemar” contra seus pais, pois aprendiam a ter respeito. Mas será que
eles diziam que seus pais eram seus heróis? Ou preferiam Pedro Malazarte, Mazzaropi
ou outros exemplos típicos do passado recente?
A produção cinematográfica muitíssimo distante dos
avanços tecnológicos atuais também causava medo e espanto e também causava o
brilho nos olhos dos jovens sonhadores. Che, Martin Luther, Gandhi, grandes
nomes que lutaram contra seus inimigos. Os movimentos pacifistas dos anos 1960,
o rock e suas letras inusitadas, viajantes, mirabolantes, poéticas e densas. Os
ídolos de hoje assumem nomes de frutas femininas ou vestem as roupas do povo
para se dizerem populares. O que era considerado brega (que para mim é muito
mais autêntico que muita porcaria atual) virou moda, o feio virou moda, tudo
vira moda. A moda é uma grande ferramenta do sistema. Ela consome os sonhos e
os transforma em enlatados. A moda transforma o absurdo, o ridículo, o bestial
em aprazível. A moda pega o lixo e o coloca em nossas mesas. A moda nos
transforma em robôs programados para só dizer sim. A moda molda nossas mentes e
anseios. O sistema aproveita tudo isso. O sistema diz que sonhamos pequenos. O sistema
molda nossos heróis. O sistema religiosamente nos diz como ser religiosos. O sistema
ama quando somos religiosos. O sistema aplaude quando negamos a religião. O sistema
sorri quando o criticamos e no abraça quando lutamos contra ele usando tudo o
que ele nos oferece: calça jeans, tênis allstar, coturnos, bandanas, roupas de
marcas, perfumados, dentro de nossos carros, nos embebedando, nos drogando, com
nossas músicas rebeldes e palavras de ordem.
E depois de tudo isso ousam dizer que não sonhamos.
Ousam dizer que sonhamos pequeno.
Ousam dizer que é errado termos nossos pais como heróis.
Como é errado? Eles apanharam de seus pais calados, choraram e os amaram até o
fim. Aceitaram abandonar a escola para poder trabalhar e ajudar suas famílias. Nossos
pais aceitaram o cinema virar uma máquina de faz conta que não faz mais. Nossos
pais aceitaram e televisão piorar mais do que podia. Nossos pais aceitaram ver
suas músicas serem esquecidas para ouvir as porcarias que o rádio toca. Nossos pais
aceitaram lutar feito loucos, abandonaram sua vida simples, complicaram sua existência,
engoliram tudo que lhes foi enfiado goela abaixo; aceitaram os mesmos políticos
que vem governando esse país há décadas; nossos pais aceitaram batalhar para
nos dar condições de estudos; nossos pais fizeram tudo isso para que possamos
estar nos finais de semana num churrasco com amigos e ainda nos dizem que é
errado tê-los como heróis? Que culpa tem nossos pais se a indústria cultural
banalizou toda a fantasia e imaginação de séculos de humanidade? Que culpa tem
nossos pais se esse texto não tem sentido algum? Que culpa tem nossos pais se
grande parte da população sonha “pequeno” em ter apenas o necessário para
sobreviver? Que culpa podemos lhes dar por não acharmos mais graça em ver um príncipe
lutando contra um dragão por uma princesa?
Culpados?
Nossos pais!
Culpados?
Nossos avôs!
Culpados?
Nós mesmos?
Não sonhamos pequeno, sonhamos o que fomos treinados a
aceitar.
Sonhamos o que aprendemos a querer.
Somos os culpados por nossos sonhos. Somos as vítimas
dos nossos desejos.
Somos culpados pela banalização da fé, da religião, do
sexo do humor.
Nós causamos gírias sem noção.
Nós vulgarizamos os sentimentos.
Nós coisificamos a nós mesmos.
Nós fizemos isso a todo instante nas redes sociais.
Somos arrogantes.
Somos hipócritas.
Somos bestas-feras.
Nós nem ao menos conseguimos perceber nossa maldade, prepotência
e nosso amor doentio por tudo o que é ruim.
Em cima disso construímos sonhos e castelos de
desejos.
Como sonhar nesse mundo?
Como desejar algo sem falso?
Como se identificar com alguma proposta sincera?
Como poderei encerrar esse desabafo?
Isso nem era para ser um desabafo!
Apenas um pensamento sobre duas coisas que nada tem de
simples: nossos adolescentes sonham pequeno? Nossos adultos perderam a
capacidade de sonhar?
Que grandes sonhos nós, adultos, podermos oferecer
para nossos jovens?
Que grandes sonhos nossos jovens podem demonstrar para
reativar nosso encanto perdido?
Poderemos andar juntos em alguma direção?
Poderei dormir em paz hoje a noite?
Eu presumo que sim...
WFMorales, 27de maio de 2012
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Wagner Fonseca
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
Lágrimas do dragão
Dentro de mim há um dragão, mas ele não vive mais. Houve
um tempo que esse dragão baforava lampejos rubros do mais puro ódio que um
coração pode emanar. Esse dragão era mais raro que os diamantes tombados com as
pedras milenares que caíam do céu noturno. Mas o dragão feneceu a duros golpes.
Em eras passadas o dragão se acomodava, se conformava,
se resignava até mesmo quando nenhum cavaleiro ousava enfrentar suas garras de
aço cortante. Ele dormia confortavelmente após seu apetite insaciável por
sangue quente encher tanto seus olhos quanto suas narinas. A carne queimada e o
seu perfume de morte o aliviavam.
Era um dragão dos mais insólitos, dos mais hostis e
dos mais fiéis dentro do lema da matança e da destruição. Enquanto o dragão vivia
em mim destruindo tudo de ruim que me acontecia a minha parte mais humana
tentava apenas ser o melhor que um cidadão de bem poderia ser. O dragão era o
deus interior, a sentinela de minha alma imortal, o responsável pelo equilíbrio
interno de meu ser em razão do meu ser externo.
Contudo, o dragão se cansou porque os guerreiros foram escasseando,
desistindo, e lentamente deixaram de acreditar em algo tão arcaico quanto um
dragão que tinha como propósito guardar uma mera alma. O dragão perdeu sua importância
no mundo dos homens. Rompeu-se o equilíbrio interno e trovões rasgaram minhas
veias e nervos.
No início eu achei que o dragão havia apenas
apaziguado seu desejo de carnificina, mas era pior. Do lado de fora de mim nuvens
cinza, dias nublados, sem chuva, sem sol, sem vento, sem intenção alguma. A indiferença
entrou pelos meus olhos e tocou o coração incendiado dos homens que caçavam o
dragão dentro mim. A chama deles se apagou e então perceberam que era insensato
ir buscar a aventura mortal num dragão que oferecia-lhes perigo algum. Porque temer
um dragão incumbido de ficar estanque eternamente em guarda de uma simples alma?
A indiferença atacou a todos e o dragão irrompeu seu sono
profundo e sem fim. Minha alma jaz desprotegida e indesejada. Ela não é objeto
de desejo algum. Não há mais desejo. Não há mais dragão nem violência incontida.
Apenas sentimentos dúbios numa incólume casca de vida chamada corpo.
Suspiros sem arrogância. Suspiros sem ambição. E uma
alvorada desbotada que jaz sobre um deserto de túmulos onde apodrecem
sentimentos tão caros quanto o amor e o ódio, a angústia e sua malevolência, o desânimo
e seus calafrios. Saudades e recordações sucumbem por entre ruínas de lágrimas
fossilizadas e sorrisos esmaecidos misturados ao sangue seco de antigas
batalhas.
Não há mais armas. Não há mais dragão. Não há mais
guerreiros. E a vitrine da alma esquecida e empoeirada oferece seus estilhaços
sem emoção alguma...
Wagner Fonseca, 09 de maio de 2012 - aniversário de 31 anos...
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
Estiagem no Sul catarinense
Estava ouvindo num telejornal daqui da regão e ouvi dizerem que desde 1961 não havia um período tão irregular de chuvas como agora. Bem, se atentarmos mais precisamente, perceberemos que 2012 não foi até agora um ano de chuvas mesmo. E começa a ficar difícil.
Ouvi de minha esposa agora a pouco que na casa de minha sogra os três poços estão secos. Água só para alimentação. Ela é moradora do "Cedrinho", em Meleiro, cidade aqui próxima e que também sofre com a estiagem.
É de lá, Meleiro, que tirei a foto abaixo, do Rio Manoel Alves. Por aí já de sentir o clima. Então, porque não analisá-la mais atentamente?
| Comunidade de Limeira, Morro do Cristo. Registrei essa imagem em 06 de abril de 2012. |
Pela imagem vemos que a mata ciliar, aquela que deveria aconchegar as margens dos rios, noc aso específico, quase inexiste. Em alguns pontos do rio percebemos que a lavoura de arroz estende-se mesmo até as margens do rio. Um absurdo completo. E se observarmos a região Sul catarinense pelo software Google Earth veremos que a mata, floresta, bosques estão ilhados entre as lavouras. Há seca? Estiagem? Mas como poderia ser diferente se aqui, tanto quanto no resto do Brasil e do mundo o que vemos é cada vez mais a redução da mata nativa, ou mesmo secundária, para a ampliação da área destinada a agricultura e pecuária?
Nosso rios estão sendo sufocados e a Natureza nos responde nos sufocando também. Vozes ecoam pelo bem do planeta, da agicultura familiar, de toda a população. Mas então desmata-se até o limite dos rios. Consequências? Erosão maior a cada nova enchente. Agrotóxicos despejados nos rios e riachos, sangas, nas zonas rurais; lixo industrial e residencial nas zonas urbanas.
Até quando?
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Wagner Fonseca
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Sensação de desconforto
Sensação
de desconforto
É meu sentimento no momento. Voltei a sala de aula ontem pela manhã. Já
havia decido pela greve a partir de quarta-feira, dia 02 de maio, mas não era
uma decisão que me agradava.
Estou aqui ainda remoendo algumas angústias amargas por essa decisão, ou
indecisão. Quero escrever coisas aqui, dizer algo que já disse centenas de
vezes, mas estou preferindo a quietude de meu ser.
Enganei amigos? Não, amigos eu não engano, jamais. Falhei com meus
colegas? Pode ser. Mas eles podem entender também que apenas lhes devolvi as
mágoas que me ofereceram.
Decepciono alguns companheiros? Nunca quis ser exemplo. E nem estou com
medo de lutar. Eu estive com todas as armas em mãos para lutar, mas só nos
pediram cautela e paciência. Não sou Jó...
Não me sinto feliz, nem triste. Apenas guardo comigo certas coisas que
ouço de meus alunos. Peço-lhes que falem a mim quando for comigo. E que falem
aos outros quando for com eles.
Estou desconfortado. Numericamente descabido dentro de mim. Repulsa e
raiva. E tanto desânimo.
Findo por aqui...
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Wagner Fonseca
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