quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O problema político dos desastres brasileiros



Seu Madruga, símbolo do jeitinho brasileiro?


Não, não outra vez! De novo esse cara falando de política! Sim, só que dessa vez vou falar de um problema político, não dos problemas dos políticos partidaristas brasileiros, ou seja, nossos “representantes” na administração desse imenso país.
Bem, então porque falar de política sobre os desastres brasileiros? Aliás, que desastres estamos falando? Que tal focar os últimos alagamentos, cheias e enchentes que percorreram nossos telejornais no mês de janeiro? No Rio de Janeiro, por exemplo, ouvimos muito a rede globo(sta) enfatizar várias vezes que o desastre na região serrana tem muito a ver com a administração política do Estado, municípios e União. A partir daí vemos um vai e vem enorme de informações e acusações descabidas que não levam a lugar algum, muito menos amenizam a dor dos que passaram pelos deslizamentos de terra e daqueles que perderam tudo. Liga-se a tevê e novamente São Paulo embaixo d’água, Santa Catarina embaixo d’água, pessoas morrendo, moradores queimando ônibus em sinal de revolta (como se isso fosse mudar alguma coisa), deslizamentos da BR-101. Até quando vamos ouvir e ver isso acontecendo? Pelo menos nós encontramos o vilão de tudo isso: aquecimento global! Eu, particularmente, não acredito no aclamado aquecimento. Muitos cientistas também não. Logo, de quem é a culpa? Ora, meus amigos, dos políticos brasileiros! E quem são eles? Vamos relembrar.
Política, do grego pólis, a cidade-Estado grega, na qual viviam os cidadãos, pessoas de direito. Quem são os políticos hoje? Cada cidadão e cada cidadã brasileira, ou seja, cada um de nós! Nós somos os culpados diretos por todos os problemas que vem ocorrendo nesse país!
Nós escolhemos representantes que não nos representam, nós invadimos áreas inóspitas para morar, somos pobres, Deus, o que faremos? Vamos morar embaixo de alguma ponte ou viaduto? Onde estão as políticas habitacionais para o povo sofrido desse país? É óbvio que vamos morar às margens de córregos e rios e fatalmente seremos levados pelas águas das chuvas! Com certeza subiremos os morros e desceremos nos deslizamentos, porque não queremos mais morar nas ruas! Nós preferimos facilitar tudo, dar um “jeitinho” em tudo, faz parte da nossa cultura, infelizmente, mas é algo que precisa ser extirpado do nosso jeito de ser.
Furamos fila, furamos o semáforo, andamos na contramão, pisamos na grama, gastamos dinheiro escasso em futilidades e ainda queremos ter a razão em tudo. Rimos da desgraça alheia, rimos da própria desgraça e ainda pedimos por respeito! Perdemos um tempo sagrado em frente a um programa estúpido com pessoas estúpidas chamado bigbostabrasil. E apesar disso, ainda queremos ser respeitados. Pessoas ainda choram pelos seus familiares e mesmo assim já entramos no ritmo do carnaval.
São esses os políticos brasileiros, que moram um ao lado do outro, mas falam-se pelo celular. Colocamos todas nossas individualidades no limiar do nosso ser em detrimento de um sentimento coletivo maior. Ser único, cada um já o é, e individualismo é uma coisa necessária para nosso crescimento enquanto seres que buscam ser melhores a cada dia que passa. Ao invés disso, buscamos um crescimento material estapafúrdio que está desgastando o lugar em que vivemos.
Logo estaremos sediando uma copa mundial de futebol e as olimpíadas. Mais pão e circo para o povo e novamente veremos somente o que nossos olhos querem enxergar: o espetáculo emudecedor da mídia a ditar nossos pensamentos. Não veremos as coisas escondidas por debaixo dos panos do circo que se tornou o esporte mundial e ainda há os que batem palmas para esse país que será a sede desses eventos. E com qual estrutura vamos contar? Será que nossos parlamentares cederão parte de sua riqueza para a construção, adaptação e reforma da estrutura necessária?  
Eis alguns dos vínculos existentes entre nossa atuação política e os desastres que aqui acontecem. Quando ouço falar em cultura brasileira sinto calafrios. Num calor tropical de 40° ainda vemos pessoas usando terno e gravata porque dizem que é o correto. Caramba, isso nem tem espaço num país quente como o nosso! Apenas aceitamos isso pela nossa “inferioridade” de mentes colonizadas há mais de quinhentos anos! É decepcionante!
Enquanto levarmos o nosso barco na direção da cópia pura e fiel dos ditames estrangeiros não conseguiremos ter uma cultura própria e nacional. Globalização? Para quem e por quem? Somos esmagados e aplaudimos! Precisamos aprender a pensar, precisamos aprender política, precisamos aprender tolerância e rever nossos valores. A mídia televisiva, impressa e o rádio não podem mais ser nossos moldes de vida e comportamento! Eles nos distraem e nos emburrecem no nosso papel de cidadãos que deve ser sempre ativo!
O mundo está aí, para quem quiser. Desastres aconteceram e sempre acontecerão, não podemos evitá-los. Os rios cobram suas margens e temos que aceitar esse fardo que criamos para nós mesmos. Ou revemos nosso modo de viver, nossos sistemas econômicos e produtivos, ou a natureza vai continuar cada vez mais cobrando o que seu por direito.
Sejamos seres políticos e conscientes de nossos atos.

Wagner Fonseca, 27 de janeiro de 2011
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O "Movimento Selista!"

Eu prefiro chamar de "movimento" do que moda, pois essa palavra me lembra uniformidade, uma coisa que nem sempre é boa. As pessoas, por exemplo, não são iguais. Lembrando Augusto Cury, "cada se humano é um mundo". Por isso eu chamo de movimento, o que nos dá a ideia de algo não estanque, em constante mudança. 
Eis o que chamo de "Movimento selista": uma espécie de reconhecimento entre os blogueiros aos seus colegas na blogosfera. Ter um selo significa ser reconhecido pelos seus iguais, pessoas que perderam o medo e encontraram no blog um meio de dizer o que pensam e se ouvidas. Presentear com um selo significa reconhecer a capacidade criativa de um ser às vezes desconhecido e distante, mas muito próximo no universo dos blogs!
Jovens, adultos e idosos hoje deliciam-se sem vergonha alguma na blogosfera no trazendo conhecimento, reflexão, afeto, carinho, saudade, saúde, lágrimas de felicidade e lágrimas de pura introspecção!

É isso aí!
Ainda não ganhou selos? Calma. Tem gente colecionando já e você pode ser o próximo!

Adere ao "Movimento Selista" cara!!!! 
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Mais um selo de qualidade!


Ah, galera, qualé?!
Deixem-me me divertir um pouco poxa...Tive blog perseguido, excluído, esquecido e, finalmente, reconhecido. Preciso ficar alegre!
Aderi ao "movimento selista" que é muito mais do que uma simples moda ao estilo orkut...rsrsr

Então, aqui vai o novo selo, recebido do grande licantropo Lillo Dogmez, do http://thebigdogtales.blogspot.com/.

Aqui vão os meus indicados:

http://adegadobardo.blogspot.com/
http://malucodostop.blogspot.com
http://trollagemvirtual.blogspot.com
http://verdadesentrementiras.blogspot.com
http://verdadesentrementiras.blogspot.com
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Meu primeiro selo de qualidade!


É isso aí! Também entrei nessa e agradeço ao Steve Gleidson do blog http://mentesmediocrespensamigual.blogspot.com. Agradeço muito a ele por me alegrar com esse primeiro prêmio! Agora minha responsabilidade aumenta mais ainda!

Bom, vamos às regras né: (sim, você tem que responder as questões abaixo)

Nome: Wagner Fonseca (sim, eu existo)
Uma musica: Sapato 36 - Raul Seixas (para qualquer rebelde que precise de uma causa..rsrsr) 
Humor: Meu humor é inconstante, tripolar, qaudripolar..do riso eufórico a penúria emocional em instantes.
Uma cor: Não gosto do rosa. É a única cor que nao gosto. 
Uma estação: Se temos quatro, porque escolher só uma????
Como prefere viajar: Ouvindo Pink Floyd e bebendo algo que contenha álcool, vinho ou alguma mistura...
O que achou do selo: É ele né. é o selo mesmo...
Uma frase ou uma palavra que diz com frequência : "Só, podi crê maluco!"



E agora os links dos blogs que eu indicarei para este selo:


http://enthulho.blogspot.com
http://circulodf.blogspot.com
http://www.maisqueindelevel.com/
http://www.historiadigital.org/
http://marmitadepobre.blogspot.com/


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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Amigos e o Nada

Inverno do ano 2000, numa tarde quente. Do armário à porta: Johnson, Pito, Black (com garrafas na cabeça), eu, Paulinho (In memorian) com litro de catuaba, Rogério (In memorian), e o Neno, de calça e sem camisa. Registrano o momento está o Ricardo.

Amigos e o Nada

Às vezes eu penso profundamente sobre todos os amigos que tenho. Nunca tive um melhor amigo ou melhor amiga. Prefiro não fazer essa distinção hierárquica. Não quero e nem nunca quis algum dia menosprezar esse ou essa em nome de seus defeitos ou virtudes.
Amigos são assim: imperfeitos, improváveis e inigualáveis. Amigos nos fazem sorrir, amigos nos fazem viver; contudo, nossos amigos se vão. Muitas vezes eles não voltam mais...
Quem nunca perdeu um amigo? Quem nunca se esqueceu de um amigo? Quem nunca se apaixonou por um amigo ou amiga? Que nunca viveu as dores e os amores de uma amizade?
Mas nossas amizades sempre terminam, seja com um ponto, uma virgula, reticências ou um “até mais”.
Fomos os melhores amigos na infância, porém, hoje em dia, cada um passa por um lado diferente da rua.
Alguns amigos sempre serão os mesmos: vamos sorrir juntos, contaremos mentiras iguais, vamos nos emocionar com as mesmas lembranças, principalmente porque cada um tem uma percepção distinta do passado.
Fomos os melhores amigos na escola. Às vezes tínhamos as mesmas idéias, os mesmos sonhos e até nos apaixonávamos pela mesma pessoa. Pulamos e gritamos nos mesmos bailes! Nos embebedamos brindando a alegria selvagem de viver!
Também fomos amigos de adolescência, cada um com sua crença e descrença, cada um com sua teimosia, cada um com sua preguiça, cada um com seu egoísmo, sua inveja, sua impunidade.
Fomos amigos no primeiro ano de faculdade, mas ainda fomos amigos no último ano?
E nós crescemos. Alguns casaram, outros se separaram e outros “recasaram”. Uns têm filhos, outros nenhuma responsabilidade. Uns deixaram a rebeldia de lado, se tornaram adultos, outros teimam em continuar aquilo que são, e seus cabelos continuam a crescer.
Mas existe muita coisa para nos separar hoje em dia. A experiência de vida de cada um, a própria vida de cada um. Nós mudamos, intimamente, externamente. Mesmo assim uma coisa continua incólume para nos açoitar com suas lágrimas: o passado.
Devidamente registrado no papel fotográfico que nos une cada vez que saudosamente os temos em nossas mãos. O passado ali registrado soa como um imenso vazio a nos preencher.
Talvez os corações solitários assim são por pura escolha.
Você nunca se perguntou se vale a pena conhecer novas pessoas para nunca mais esquecer?
O tempo está aí, e nós passamos por ele. Amigos tão fiéis, hoje ninguém mais. Entre nós há o sorriso, o abraço. Porém, uma coisa maior aparece e nos desfaz. Agora pensamos coisas diferentes, acreditamos em deuses diversos, ou em nenhum. Podemos ser os mesmos, mas nosso íntimo não é mais.
É por isso que cada um de nós caminha por um lado diferente da rua. À distância nos olhamos, sorrimos, nos cumprimentamos, somos os mesmos de dez anos atrás. Então volvemo-nos à rua para ver quanta coisa passa por ali.
Não leva um segundo para voltarmos a nossos passos e relembrarmos rapidamente os bons tempos. Estufamos o peito e suspiramos profundamente para espantar aquela lembrança.
Afinal, caminhamos para o nada e isto é o que nos resta. Amizade é assim, como uma rua, nunca estática, sempre com suas tragédias e suas mudanças.

09/02/06

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Amar e Errar



Seres humanos são quase completos, mas nem precisam ser. Nossos sentimentos mostram-se como leis, que se expressam como desejos.
Amamos porque é bom. Amamos por necessidade. Amamos por prazer e Amamos até por medo. Amar é bom quando não é um amor eterno. Porque um amor eterno torna-se um empecilho. Amamos por prazer. Paixão! Boom! E renunciamos a nós mesmos em nome de um friozinho na barriga, em nome de um toque que causa arrepios, em nome de um sorriso que dispara o coração. Esse é o primeiro sinal da doença. Ora, não dizem por aí que o Amor é uma doença que não tem cura? Tanto é que deixa algumas pessoas cegas...Tantas renúncias para se acabar doente...
E o amor torna-se necessário. Já não se consegue caminhar com as próprias pernas, olhar com os próprios olhos, viver a vida a sós. Então começam as confusões: são beijos ou desculpas? Carícias ou reprovação? Sexo ou obrigação? Analogias tão inexatas, mas o que há de exato no amor? Coisas corriqueiras, gestos banais, aquela posição audaciosa do Kama Sutra, encontro com os amigos dos velhos tempos para matar a saudade com churrasco e cerveja, e até momentos em que sempre um prefere ficar só. São coisas que completam o amor por necessidade.
Amamos por medo e com medo. E às vezes o maior medo é errar. Confusão novamente. Até hoje não se provou a impossibilidade de se amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Mesmo que seja algo rápido. Atração? Será que a atração leva tanta gente a "pular a cerca", burlar tantas e tantas juras de amor? Juras feitas a um Amor, em nome de um Amor que começou pela atração. Atração, então, traição?! Dizem que quem deseja já cometeu um "erro"... E aí começa o auto flagelamento.
Amar por medo é ter medo. Mas errar pode significar um novo recomeço. O erro pode ser aquilo que faltava para mostrar que o Amor quando é bom não precisa ser eterno, e é eterno enquanto dura e dura porque se sabe que é eterno! Afinal, mesmo aquilo que guardamos lá no fundo do coração continua dentro do coração. Nunca esquecemos do primeiro beijo com uma pessoa que hoje nem ousamos falar o nome. Mas ele está lá, o beijo. Dizemos que aquele romance foi a pior coisa de nossa vida, mas cá pra nós, teve ou não teve bons momentos?
Precisamos amar, ou melhor, nem precisamos. Já amamos sem perceber. Porque sabemos que é bom Amar. Amamos sentir prazer num gozo físico que ultrapassa os limites do espírito. Temos medo porque errar nos aparece como alternativa a nossa necessidade de Amar. Ou como diria o Raul: quem gosta de maçã sempre irá gostar.
Wagner Fonseca - 05/04/05   

Segue abaixo um vídeo que montei em fevereiro de 2009 com uma música de um amigo:    

      

video

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Desastre em Rio de Janeiro

Nós já estamos cansados de ver essas imagens se repetirem ano após ano. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro. O mais triste é ter que assistir a cobertura feita por nossos telejornais. Eu só fiquei sabendo da catástrofe ontem, por uma amiga. Não assisto TV, não consigo mais. Porém, devido a tal situação, resolvi acompanhar pelo JORNAL Nacional que, ao meu ver, fez uma cobertura correta da situação na noite de ontem, 13 de janeiro. Todavia, hoje pela manhã, ao assistir o Bom dia Brasil, fiquei novamente enojado com a "Vênus prateada"... Já conseguiram transformar um desastre em questão política e agora procuram-se por responsáveis. Alexandre Garcia com seu discurso "pseudo-politicamente-correto" me causa náuseas. 
Vamos ser sinceros, desde quando no Brasil um anúncio de chuvas fortes faz alguém sair de casa? E logo na região Sudeste, conhecida por chuvas torrenciais. Aqui, quando tivemos o anúncio do furacão Catarina, ninguém levou a sério e eu estava na rua, depois da meia-noite com uns amigos curtindo a ventania doida. Totalmente irresponsável. Como no Brasil não temos terremotos e furacões, parece que não nos preocupamos muito com os desastres que podem ser causados pela chuva. Nossas cidades cresceram de forma desordenada e até mesmo pequenas cidades sofrem com a chuva, vide minha rua que, por falta de planejamento, alaga sempre que há chuvas fortes. Felizmente desde maio de 2010 que isso não acontece. E nosso povo ainda está muito pobre para poder escolher onde construir suas casas, o jeito é invadir áreas perigosas.
Jogar a culpa apenas numa esfera da administração política do país é um erro muito insensato!
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

12 mil visitas!!!

Aqui é assim: eu comemoro cada mil visitantes!!!!

Depois de ter o blog excluído e perdido várias postagens, depois de recomeçar, depois de três anos, é muito gratificante estar aqui hoje!
Sempre aprendendo mais!!!
Obrigado a todos os visitantes e comentaristas!!!! Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Brisa leve de dor


Uma brisa leve de dor me instiga
Nesse momento
sofreguidão
Mas não posso deixar a chama morrer dentro mim
Vivo disso
Nesse momento
Estou trancafiado no meu quarto
Janela fechada
No player, Anathema
Muita introspecção
Num poço profundo
Espero que uma ideia brote no meio desse nevoeiro todo
Alguém me chama na tela do computador
Pergunta se me interrompe
Respondo que não
Pede para ver o resultado final desse efêmero
Amortecimento de vida
Digo-lhe que espere
Mas garanto que lágrima alguma trilhará minha face
Lá fora o sol anuncia o final de mais um ano
E eu deveria estar revendo todos meus feitos
Mas não quero nada disso
Quero me esconder
Me entocar
Me iludir numa ébria confusão de sentimentos afins
Deixar o player rolar e rodar, rolar e rodar...
Doces palavras não amenizam esses dúbios sentimentos
É como se houvesse uma culpa, maldita, insana, injustificável
Pairando sobre meu ser
Me desfazendo
Me decompondo
Me maltratando
Me alimentado
E dessa energia sangrenta de mal fluídos
De cinzas esgotadas do fracasso
Faço dos maltrapilhos pensamentos
Um momento de entrega total
Num orgásmico panteão de devaneios translúcidos
Cerrando asas chamuscantes dos anjos que se desesperam ao meu lado
Bebendo do vinho encarnado junto aos demônios embriagados
Solitários em seu pranto infinito de negação
Me dizendo que cada momento de infortúnio
Também é vívido de paixão!
Na tela do computador outro chamado, o player ainda toca
O som me conforta e apenas agradeço
Por estar ao meu lado
Curtindo esse poço enlameado
De pura solidão
Agora termina a música, começa a busca
Por algo sorridente
Não sou tão forte sozinho
Sou feito de diamante bruto
Preciso ser lapidado
Mas cada movimento
Rumo à perfeição
Machuca meu coração selvagem
Minha natureza indistinta
A tinta da minha alma
Sem querer misturo os versos
Na tela do computador
E suspirando aliviado
Vejo minha dor dando adeus
Acenando róseos dedos
Sei que voltará
E estarei pronto para me reencontrar...
Wagner Fonseca, 30 de dezembro de 2010
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O suposto atraso das escolas públicas brasileiras...



Certo dia na faculdade conversávamos sobre as salas de aula. Bem, no meu curso somos todos professores, sala de aula é nosso alimento. Um de meus colegas falou sobre as salas de aula estarem enterradas no tempo, que a escola não evoluiu e por aí vai. Eu fiquei pensando sobre isso e no final dei meu veredicto.

Não vejo escolas enterradas no tempo, nem mesmo escolas ultrapassadas. Vejo escolas deterioradas, isso é verdade. E reformas são compromissos dos governos, municipais, estaduais e federais, não compromissos de pais preocupados, pois estes já pagam muitos impostos. Aliás, pagar para estudar deveria ser considerado crime! Digo, já pagamos todos os dias em cada produto que consumimos o suficiente para que tivéssemos uma educação de qualidade. E mesmo assim ainda há quem defenda a educação privada. Tudo bem, para que serve o Estado, não é? Deixemos as corporações tomarem conta de tudo...

Mas esse ainda não é o ponto. Alguns colegas professores me questionam porque não faço algum concurso público, polícia, INSS, ou coisa assim. Justifico facilmente dizendo-lhes que estudei para ser professor, não para ficar atrás de um balcão ou outra coisa atendendo pessoas. O que posso mudar em suas vidas? Eu acredito na educação, não por ser sonhador, mas por ter ideais e por querer um futuro melhor para todos, pois isso inclui a minha pessoa e minha família, pessoas que amo. É por isso que continuo na educação.

Eu poderia me esforçar um pouco mais e ser um professor universitário, quem sabe um dia eu chegue lá, desde que eu trabalhe por prazer e não por pressão. Conhecimento sem humildade é como uma vela apagada, de nada serve. E as pessoas que mais precisam estão mais abaixo da faculdade e ajuda-las a chegar lá é muito emocionante e mais prazeroso. Ali, no ensino fundamental e médio é onde vejo que mais precisam de mim. E já vi “mestres” e doutores na faculdade que mal conseguem encarar uma turma de quinta série. Por isso questiono o seu real valor enquanto verdadeiros “mestres”.

Porém, me desvirtuei um pouco do tópico original, que era sobre o mal entendido de escolas atrasadas. Não creio muito que a culpa seja da escola, ou melhor, que escola esse termo sugere? A escola é feita pelas pessoas que estão nelas e essas, ah, essas sim estão atrasadas, muito atrasadas. Quer dizer, não estão atrasadas com os assuntos recorrentes na televisão. Chegar numa sala de professores e o assunto mais interessante ser novela ou bigbrother mostra o nível que chegamos. Obvio está que, quando eu questiono esse tipo de comportamento sou julgado por meus semelhantes com muito desdém e também sou humilhado. Dizem que sou novo, revolucionário, etc. É triste saber que seus colegas de profissão odeiam o serviço que fazem, só podem odiar, não outra explicação. Não sinto o menor prazer em reprovar um aluno, seja ele o que for ou faça o que tiver feito para merecer tal. Simplesmente não gosto de julgar um aluno, mas é isso que fazemos.

Uns dizem que estar a par das novelas e notícias é estar se atualizando. Eu tenho que rir com isso. Professores que não sabem nem usar uma sala de informática, só sabem usar internet para orkut, msn e outras coisinhas apenas. Ah, já ia esquecendo-me: uma sala de informática quer dizer que a escola não é mais atrasada? Não!!! Atualizar-se vai além disso! Há professores que em sala de aula agem como há dez, quinze anos atrás! E é isso que eu entendo por “escola atrasada”: docentes que desistiram de estudar, de pesquisar, de ser algo mais para seus alunos! Estou cansado de ver esses profissionais desistindo de educação, pois é exatamente isso que estão fazendo, desistindo da sua capacidade de inovar! Por isso nossas escolas estão atrasadas. E enquanto o corpo docente se jogar nas almofadas, nossa educação continuará a mesma coisa que é: uma ótima promessa para qualquer governo se eleger...

Wagner Fonseca, 04 de janeiro de 2011 
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Einstein e deus...é cada história...

Alemanha – Inicio do século 20


Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"



Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo?


Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?


O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.


Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.



O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?



Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.


Bem lembrado, nós criamos essa "definição" para descrever o calor que não sentimos. Nós fomos criados por deus, logo somos seus reflexos, bem como a ausência de calor é algo que foi criado por deus e, como ele não deu o nome para a ausência, nós a chamamos de frio.
Conclusão: o frio existe sim. Quer provas? Entre numa geladeira. HUAHUAHUA!



-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!


O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!



Novamente, uma ausência! Se EXISTE uma ausência, ela existe. Se o que  existe é a falta de algo, esse algo faltante prova a existencia dessa ausência. Perigoso pensar assim, pois legitima até mesmo coisas que eu mesmo não quero acreditar. Mas só estou seguindo uma lógica.



Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.


Pois é, e esse mesmo homem achou por certo classificar tudo que fosse ruim com o termo escuridão, inclusive a cor preta, não é? Racismo a parte, os seres humanos são um amontoado de hipócritas.



Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?



Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!



Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.



Interessante o mal ser ausência do bem, logo, o mal existe, pois a existência do bem só comprova que sua ausência existe...Interessante isso, muito interessante. Logo, quando um padre estupra uma criança, isso é só ausência de deus. Quer dizer, a culpa é só do padre, não de deus!
Logo, quando culpamos o diabo pelos males do mundo só estamos fugindo de nossas responsabilidades, pois o diabo não existe, não é? Seria o diabo o nome dado para a ausência de deus? Quer dizer, então nos iludiram por séculos dizendo que existe um inferno que é para onde as almas más, só que o mal não existe!? Então, não existe inferno bem pecado, só a ausência do que é certo. Interessante isso... Quando um pai ou uma mãe amorosa espanca seus filhos, por qualquer motivo que os tenha feito perder a cabeça isso aconteceu porque eles se distanciaram de deus, não culpa de nenhum espírito maligno...

Conclusão: eu não gostei desse texto. Sério, já vi textos melhores...


Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?


E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN, senhor!


Aé, me engana que eu gosto...pode funcionar com os outros, mas não comigo....

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