sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ser livre

Um dos textos produzidos por uma aluna minha do terceiro ano do Ensino Médio sobre o tema liberdade.

O que fazer quando se precisa de inspiração, algo que te instigue a escrever, a interagir com o papel, literalmente soltar o verbo? Quando se precisa flutuar, se perder em meio a delírios, fantasias, ou até mesmo conceitos, verdades; quando se quer abrir as asas da imaginação, voar sem destino, mas quando se dá conta, suas asas foram cortadas! Alguém as levou de você. Daí surge a pergunta: “o que fazer?”

Poderia ficar louca, me desesperar, ter uma crise do tipo adolescente birrenta, que, quando não consegue o que quer, julga ter tudo e todos contra ela. Mas... Não!

Primeiro respiro fundo, relaxo meu corpo, inspiro, e o que me vem a mente? Então, é sobre isso que vou escrever!

Quem tem o direito de me julgar? Pelo que sou, pelo que faço, digo, penso, por meus princípios, meus amigos, meu gosto musical, minha roupa... Quem?

Você aí? É quem para me julgar? É aquele que se espelha nos outros, ou melhor, é o reflexo dos outros! Já pensou que pode estar me julgando pelo fato de querer ser quem eu sou e como sou?

Claro que sua resposta vai ser não! Pois se nega a dar o braço a torcer, quer mostrar que é mais forte, que é mais que os outros. Você não se rebaixaria a tanto, não é?

Porque motivos nós seres humanos somos tão orgulhosos e certos de si mesmos. Buscamos o conhecimento, não para sermos mais cultos, mas para nos sobressair perante os outros. Curtimos um tipo de música porque é o som do momento, freqüentamos lugares por serem da moda, os mais badalados.

Quer saber? Dane-se se gosto de ir no “buteco” da esquina, freqüentar lugares que vivem às moscas, mascar chicletes de boca aberta, tomar sorvete em dia de chuva ou se escuto músicas antigas!

Se sou tão segura de mim, do que sou, do que quero, do que represento para as pessoas, para que busco tantas respostas?!

Sou eu, é eu sou desse jeito, quer gostar? Goste. Se não quiser, paciência, eu não nasci pra te agradar. Radical? Sim, e muito. Porque temos medo de ousar, de nos jogar em novos caminhos, de realmente arriscar, de fugir da rotina, de esquecer um pouco o que somos, o que temos, ou o que seremos. É a tal de imagem que zelamos tanto.

Bem, imagem é uma coisa que passa, o que vai ficar marcado soa os atos, palavras, gestos, loucuras, conselhos, aquilo que é novo, que surpreende, espanta, não aquilo que é monótono, que segue estereótipos, que baseia-se na opinião dos outros.

Sim, e dizer o que penso, fazer o que gosto, é perder meu tempo na frente do computador falando “sobre tudo querendo dizer nada”. É sair sem rumo, é viajar, é buscar o responsável por cortar minhas asas, é deixar o pensamento fluir.

Isso é ser livre, é viver, é sorrir, é gritar, chorar, pular... É ter a oportunidade de escolher. É viajar no trabalho sem medo, pois eu sou livre.

Luana Cardoso – 3° ano EM . EEB. ÂNGELO IZÉ, Forquilhinha, SC – 04/11/10

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2 comentários:

  1. Cara essa garota é muito expecial,é uma anjinha,uma poeta hehe,adoro ela muitão.

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  2. Pronto!
    A Luana tem um fã de primeira!

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